Sugestões Culturais
MUSEUS / EXPOSIÇÕES / MONUMENTOS
BARTOLOMEU CID : CRIAR EM LIBERDADE
A Casa das Histórias Paula Rego recebe, até 18 de outubro, a exposição “Bartolomeu Cid dos Santos: Criar em Liberdade”, dedicada a uma das figuras mais marcantes da gravura portuguesa do século XX.
Integrada nas comemorações de Cascais Capital Europeia da Democracia 2026, a mostra revisita o percurso artístico de Bartolomeu Cid dos Santos, destacando a forma como utilizou a arte como espaço de reflexão crítica sobre o poder, a repressão e a liberdade.
A exposição evidencia também a relação próxima entre Bartolomeu Cid dos Santos e Paula Rego, construída nos anos 50, em Londres, durante a passagem de ambos pela Slade School of Fine Art. Paula Rego descreveu o artista como “um professor extraordinário”, sublinhando a influência determinante que teve no seu percurso na gravura.
O percurso expositivo reúne obras de várias fases da carreira do artista, atravessando referências literárias, políticas e sociais, numa exposição que cruza arte, memória e intervenção cívica.
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JÚLIO POMAR: EQUUS
Os cavalos ocupam um lugar especial na obra de Júlio Pomar e são agora o centro de “Equus”, uma exposição que reúne, no Panteão Nacional, obras da Coleção da Caixa Geral de Depósitos.
A exposição assinala o centenário do nascimento de Júlio Pomar e atravessa diferentes momentos do percurso do artista, desde “D. Quixote”, de 1959, às “Tauromaquias” dos anos 60 e ao tríptico “Tropel”, de 1989.
Entre pinturas e desenhos, “Equus” mostra como a figura do cavalo foi sendo transformada por Pomar ao longo das décadas — entre representações mais realistas e outras de maior intensidade cromática e movimento. E há ainda uma relação particular com o próprio espaço: no Panteão Nacional, os cavalos de Pomar encontram uma sala onde o som chega a reverberar durante vários segundos.
“Júlio Pomar: Equus” pode ser visitada de 18 de setembro a 27 de dezembro, no Panteão Nacional, em Lisboa.
JOAN MIRÓ : EXPOSIÇÃO NA CASA DE SERRALVES
A Casa de Serralves acolhe uma nova exposição, até janeiro de 2027, dedicada à Coleção Joan Miró - um conjunto de obras pertencente ao Estado Português e atualmente depositada na Fundação de Serralves. A mostra, com curadoria de Robert Lubar, especialista internacional na obra de Miró, estabelece um diálogo entre o artista catalão e outros criadores contemporâneos, explorando afinidades visuais e conceptuais entre diferentes gerações e geografias.
Organizada em torno de dez núcleos temáticos - como Paisagem, Memória, Matéria; Colagem e Vida Moderna; Signos e Cifras; e Expressionismo Reimaginado - a exposição propõe múltiplos pontos de entrada na obra de Joan Miró e nos seus desdobramentos estéticos. Obras de artistas como Helena Almeida, Rui Chafes, Paula Rego, Thomas Schütte, Maria Antónia Siza e outros, participam em diálogos plásticos com as peças de Miró.
Esta apresentação reforça o papel de Serralves como espaço de encontro entre património, criação e pensamento contemporâneo, abrindo novas perspetivas sobre um dos maiores artistas do século XX.
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XERAZADE : A COLEÇÃO INTERMINÁVEL DO CAM
Sob a inspiração de Xerazade, a narradora lendária de “As Mil e Uma Noites”, o Centro de Arte Moderna Gulbenkian apresenta uma nova leitura da sua coleção, construída a partir do poder da narrativa, da memória e da imaginação.
Organizada em catorze núcleos, esta exposição propõe um percurso que cruza a ficção e a arte, evocando a capacidade transformadora das histórias e o papel da linguagem como forma de resistência e encantamento.
A mostra - a 65.ª coletiva desde a inauguração do CAM, em 1983 - compila várias obras de diferentes épocas e artistas, incluindo aquisições recentes e peças raramente expostas, revelando a natureza viva e em constante mutação da coleção.
Como um livro aberto, “Xerazade, a Coleção Interminável do CAM” será periodicamente atualizada, com novas obras e núcleos, refletindo o tempo incerto das histórias e o tempo complexo da História.
Vai estar exposta até setembro de 2027.
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WONDERSENSE : MUSEU IMERSIVO DOS CINCO SENTIDOS
O Porto volta a inovar no mapa cultural português com a abertura do Wondersense, um museu imersivo dedicado à estimulação dos cinco sentidos. Situado na zona histórica, junto à Livraria Lello e à Torre dos Clérigos, o espaço promete transformar arte e tecnologia numa experiência envolvente.
Distribuído por dois edifícios, cinco pisos e mais de mil metros quadrados, o museu propõe uma viagem sensorial que inclui instalações interativas, uma piscina de bolas, uma sala de balões e ambientes sonoros, visuais, táteis, olfativos e gustativos.
O Wondersense abre diariamente, das 10h às 19h e as visitas são organizadas em grupos pequenos (máximo 15 pessoas), em sessões a cada 15 minutos, com duração mínima de uma hora.
Mais do que entretenimento, o museu propõe uma pausa do universo digital, ativando emoções positivas — como serotonina, dopamina, oxitocina e endorfinas — com o objetivo de promover bem-estar emocional duradouro.
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MUSEU DAS ILUSÕES
O Museu das Ilusões chegou a Lisboa e promete proporcionar experiências imersivas, através de várias ilusões que estimulam a criatividade dos visitantes. Combina entretenimento e educação e transporta toda a gente para um universo onde nada é exatamente o que parece.
O espaço conta com 600 metros quadrados e mais de 20 instalações, com exposições pensadas para desafiar as leis da gravidade.
A experiência total dura cerca de 45 minutos e os bilhetes vão de 12€ a 14€, existindo packs especiais para grupos.
Localizado na zona do Chiado, este é um museu para toda a família que pode ser visitado todos os dias, entre as 10h e as 20h.
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