50% dos guardas prisionais aderiram à greve
O protesto contra as horas extraordinárias começou hoje.
Começou hoje a greve dos guardas prisionais às horas extraordinárias nas seis prisões (Porto, Lisboa, Paços de Ferreira, Funchal, e Castelo Branco).
Este é o protesto contra os novos horários de trabalho aplicados desde 2 de janeiro pela Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais. A paralisação prolonga-se até ao final do mês.
Em causa estão as horas extraordinárias (das 16h às 19h), uma vez que o horário de trabalho estaria estipulado das 8h às 16h. O Sindicato Nacional do Corpo dos Guardas Prisionais diz que estas alterações põem "em causa a segurança dos estabelecimentos prisionais", bem como "a segurança e a dignidade dos profissionais da guarda prisional".
A adesão está a afetar sobretudo as visitas, escola, formação e trabalho dos reclusos, bem como todas as diligências não urgentes feitas a partir das 16h00.
Segundo o sindicato, a adesão à greve está a ser maior no Estabelecimento Prisional de Lisboa, com 90%, enquanto a prisão do Funchal regista a menor adesão, 10%.
