73 pessoas continuam desalojadas devido às tempestades do início do ano
Revelação feita plo coordenador da Estrutura de Missão para a Reconstrução da Região Centro.
Setenta e três pessoas continuam desalojadas devido ao mau tempo que atingiu o país no início do ano, revelou hoje o coordenador da Estrutura de Missão para a Reconstrução da Região Centro, Paulo Fernandes.
"Neste momento, temos 73 pessoas que podemos chamar dentro do programa desalojados, começámos com 300 pessoas", afirmou Paulo Fernandes, numa audição, a pedido do PCP, na comissão parlamentar de Economia e Coesão Territorial, "a falta de resposta que permanece para a recuperação na sequência das intempéries em múltiplas vertentes da vida das populações" das regiões afetadas.
Paulo Fernandes salientou que "essas 73 pessoas estão, obviamente, em condições de dignidade", com o contributo, entre outros, dos municípios e da Segurança Social.
"A questão é a retoma das suas habitações no caso em que as habitações ainda têm condições, que são a maioria, são danos severos, mas é possível ainda recuperá-las", declarou.
"Através dos sistemas também que criámos, nomeadamente com investidores institucionais, conseguimos apoios muito importantes da sociedade civil, nomeadamente de algumas entidades, como a Cáritas, algumas fundações muito relevantes", como a Jerónimo Martins, que têm dado apoio na parte habitacional, explicou o responsável da Estrutura de Missão.
De acordo com Paulo Fernandes, "uma outra vertente está a ser feita com o IHRU [Instituto da Habitação e Reabilitação Urbana] a Secretaria de Estado de Habitação, nomeadamente com o programa Porta de Entrada e o programa 1.º Direito".
"Não queremos que ninguém fique para trás também nessa vertente de habitação, são centenas de milhares de casas afetadas, mas os desalojados merecem, obviamente, uma atenção muito especial, assegurou.
O coordenador esclareceu que, no âmbito do apoio público à recuperação da habitação, "foram pagos até agora 100 milhões de euros", sendo que a previsão é "105 milhões de euros".
Já ao nível dos seguros na habitação, foram pagos mais de 550 milhões de euros.
"Na habitação, entre seguros e a componente do programa público, estamos com um valor pago superior a 600 milhões de euros, sendo que a estimativa final é de cerca de 700 milhões de euros", acrescentou Paulo Fernandes.
Os apoios financeiros para reparar os estragos causados pela depressão Kristin, em 28 de janeiro, em habitações eram atribuídos no prazo máximo em três dias úteis nas despesas até cinco mil euros (com fotografias) e até 15 dias úteis nos restantes (danos entre cinco mil e dez mil euros, com vistorias da responsabilidade dos municípios).
