A herança humanitária de Diana

    A princesa do povo morreu há 20 anos. Deixou um legado humanitário seguido pelos filhos, William e Harry.

    À parte das polémicas do casamento, do divórcio, da bulimia, dos namorados, Diana foi notícia pelas ações humanitárias e de caridade pelas quais deu a cara ao longo da vida. O exemplo foi seguido pelos dois filhos, William e Harry, que mantêm ligação a projetos de cariz social.

    No dia em que passam 20 anos da morte de Diana, relembramos alguns dos momentos que fizeram da Princesa um exemplo sem precedentes na monarquia britânica.

     

    Minas Terrestres

    Em janeiro de 1997, as imagens de Diana a usar capacete e colete de proteção ao caminhar num campo de minas terrestres em Angola correu o mundo. A visita, durante a qual Diana conheceu várias crianças que perderam membros em acidentes com minas, mudou mentalidades e, um ano depois, 122 países baniram o uso de minas terrestres.

     

     

    A causa foi seguida pelo filho mais novo de Diana, Harry, que é padrinho do Halo Trust.

    O Halo Trust compromete-se a livrar o mundo de minas terrestres até 2025.

     

     

    A luta contra a SIDA

    Numa altura em que os mitos relacionados com a transmissão de SIDA eram muitos, Diana ajudou a atenuar o preconceito e a criar mecanismos de apoio aos doentes.

    Em 1991, chocou ao apertar a mão, sem luvas, a um doente com SIDA internado num hospital.

     

     

    Quase 30 anos depois desta imagem captada em Toronto, o Príncipe Harry visitou, no Reino Unido, o Leicester Aids Support Service. Nesta visita, apelou a uma maior educação sobre a doença. A mesma instituição já tinha sido visitada por Diana no início dos anos 90. 

     

     

     

    A luta contra o cancro

    Diana sempre assumiu uma postura de proximidade que contrastava com a atitude mais distanciada da família real britância. Nos anos 90, foram muitas as visitas a hospitais e centros de recuperação, onde Diana não se inibia de contactar diretamente com os pacientes. A luta contra o cancro, a par da luta contra a sida e a lepra, foi uma causa pela qual a princesa do povo mais deu a cara. 

     

    O príncipe William também mostra interessa na causa da luta contra o cancro. Já este ano, numa visita à Alemanha, conheceu um centro de investigação da doença. 

     

    Ao longo da vida, Diana envolveu-se em mais de uma centena de projetos de caridade. Depois do divórcio e do afastamento da família real, focou-se missões mais concretas, como a abolição das minas terrestres ou a luta contra a sida. 

    Em 1997, após a trágica morte de Diana, foi criada a fundação The Diana, Princess of Wales Memorial Fund, hoje da responsabilidade do Príncipe William. Esta fundação já arrecadou milhões de libras que aplicou em projetos contra a pobreza, apoio a refugiados, cuidados paliativos, entre outras causas.