Ambulâncias mais bem equipadas evitariam "muitas mortes" por enfarte - técnicos de emergência

    Mais de 90% das ambulâncias não têm equipamentos para detetar precocemente um enfarte.

    A Associação Nacional de Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar (ANTEPH) alertou hoje que "mais de 90% das ambulâncias não têm equipamentos" para detetar precocemente um enfarte, algo que ajudaria a evitar muitas mortes.

    "Mais de 90% das ambulâncias não têm equipamentos que permitam a realização de um exame para detetar precocemente uma situação de enfarte e o encaminhamento ao hospital adequado. A provar isso está o facto de que, das mais de 4.300 mortes anuais por enfarte agudo do miocárdio, o INEM apenas assume conseguir encaminhar menos de 700 casos. É pouco mais de 10% das situações de enfarte que conseguem ser encaminhadas a tempo de serem salvas", referiu a ANTEPH em comunicado.

    Segundo estes profissionais, "muitas mortes poderiam ser evitadas" se os técnicos tivessem equipamentos que permitissem detetar enfartes "nos primeiros 15 minutos, como ditam os referenciais internacionais".

    "Há técnicos formados com protocolos de dor torácica, com cursos avançados de emergências cardíacas, mas que depois não têm equipamentos nem fármacos para poder atuar. Há milhares de mortes que poderiam ser evitadas", conclui o comunicado da ANTEPH.