Ana Carolina: "o violão é quase a extensão do meu corpo"
Entrevista a Ana Carolina. Mini-digressão nacional começa já neste sábado, dia 20.
Ana Carolina atua neste sábado (dia 20) no Campo Pequeno, em Lisboa; no domingo (dia 21) no Super Bock Arena Pavilhão Rosa Mota, no Porto; e por fim, no dia 22 no Convento de São Franscisco, em Coimbra.
A crise pandémica parece ter sido um momento de interregno num percurso de sucesso no percurso estrelado de Ana Carolina. A retoma parece estar já a acontecer. O público português poderá conferir tudinho ao vivo.
Na contagem decrescente para este pequeno itinerário por terras lusas, enviámos uma série de perguntas por mail à cantora brasileira. Eis as respostas que Ana Carolina aceitou dar.
Após vários adiamentos dos seus concertos em Portugal, a conceção do espetáculo que vai apresentar este mês é a ainda a mesma que a inicialmente pensada antes dos cancelamentos?
Originalmente levaríamos a turnê de meu último álbum "Fogueira em Alto Mar", em que comemorei meus 20 anos de carreira. Com o surgimento da pandemia e o avançar dos meses, essa turnê comemorativa chegou ao fim e tivemos tempo de pensar em um novo show que tenho certeza que o público de Portugal vai gostar. Eu fiz questão absoluta de incluir grandes sucessos da minha carreira e músicas de artistas que admiro muito. Então eu costumo dizer que é um show para cantar junto comigo.
O que tira de bom e de mau da pandemia covid-19? Há alguma coisa de bom que tenha acontecido à Ana Carolina nesse período, apesar do contexto negativo que abalou o mundo e o Brasil?
Acho que o pior da pandemia, claro, é esse luto coletivo e sofrimento que estamos vivendo. Não foi e ainda não é um período fácil para nós. Não sei se posso falar que é algo bom nesse contexto, mas eu me resguardei bastante, então tive tempo para refletir. Isso me ajudou a produzir, criar, ter novas ideias. Acho que isso, claro, vai começar a se refletir nos meus próximos trabalhos.
No vídeo de 'Não Tem no Mapa', a Ana Carolina aborda sem problemas uma relação entre duas mulheres. É importante continuar a quebrar os tabus sociais que ainda resistem?
Sem dúvidas. Trato o tema com a naturalidade que sempre foi para mim. Entendo que minha voz pode gerar influência sobre as pessoas e gosto que esses temas estejam presentes para que inclusão, acolhimento e respeito sejam o mais importante sempre.
O violão é o seu bloco de apontamentos inseparável? É aquele objeto precioso que o acompanha para todo o lado?
Sim! Em todo lugar! Em casa, em turnê, em viagem de trabalho ou de descanso. Eu tenho enorme prazer em compor. Então ter o violão comigo é importante. É quase a extensão do meu corpo.
A Ana Carolina tem estado a celebrar os 20 anos de carreira. Que diferenças maiores há entre a Ana Carolina debutante de 1999 e a Ana Carolina de hoje?
São muitas. Foram mais de 20 anos que se passaram por aí. Hoje estou mais segura das minhas verdades. Mas se você me permitir, vou inverter a pergunta. O que acho mais interessante não é a diferença, mas a semelhança. Eu frequentemente busco aquela menina dentro de mim, aquele olhar curioso sobre tudo. Acho que é isso que move.
Quais são os seus próximos passos em estúdio? O que podemos esperar da Ana Carolina em 2022?
Usei a pandemia justamente para esse fim, para produzir coisas novas, pesquisar. Muitos projetos em breve, mas nada que possa já falar.
