Autoridade Marítima alerta para riscos fora da época balnear
A Autoridade Marítima Nacional alertou para os riscos da agitação marítima fora da época balnear e apelou à adoção de comportamentos seguros na costa.
A Autoridade Marítima Nacional (AMN) alertou hoje para os riscos da agitação marítima fora da época balnear e para a importância da prevenção, apelando "à adoção de comportamentos seguros junto à orla costeira".
Em comunicado, a AMN realçou que nesta época do ano "o mar apresenta características que podem representar um risco acrescido para quem frequenta praias, zonas costeiras, arribas e zonas portuárias".
"A agitação marítima, a ocorrência de ondas de maior dimensão e as alterações na morfologia das praias, provocadas pela ondulação, podem criar situações de perigo, mesmo em locais aparentemente seguros", realçou.
Os perigos da agitação marítima
Como comportamentos preventivos, a AMN recomenda que se evitem passeios junto ao mar e a permanência em zonas expostas à agitação marítima, como molhes de proteção dos portos, arribas e zonas de rebentação, que se mantenha sempre uma distância de segurança em relação à linha de água e nunca virar as costas ao mar, evitando ser surpreendido por uma onda ou não ir a banhos fora da época balnear, atendendo à ausência de vigilância permanente e aos riscos associados às condições marítimas.
A AMN recomenda ainda vigiar permanentemente as crianças, mantendo-as afastadas da água e das zonas de maior perigo, na prática da pesca lúdica, adotar cuidados redobrados, especialmente junto a falésias, em zonas de arriba e locais frequentemente atingidos pela rebentação, no caso da comunidade marítima, reforçar a amarração das embarcações e manter uma vigilância regular das embarcações atracadas ou fundeadas e no caso de alguém sair sozinho para o mar, informar alguém do local e respetivos horários.
A autoridade insta ainda a população a consultar as previsões meteorológicas e os avisos de agitação marítima antes de se deslocar para a orla costeira.
Trinta e uma mortes durante a época balnear
Trinta e uma pessoas morreram nas praias portuguesas durante a época balnear deste ano, que terminou oficialmente no domingo, segundo a AMN.
De acordo com a Autoridade Marítima Nacional, entre as mortes contam-se 17 afogamentos, 12 por doença súbita e dois por causa desconhecida.
Onze das mortes ocorreram em praias marítimas vigiadas, outras 11 em praias marítimas não vigiadas, seis em praias marítimas fora da época balnear (não vigiadas à data do acidente) e três em outras zonas marítimas não vigiadas.
Mais de 1.400 salvamentos nas praias
Naqueles seis meses, a Autoridade Marítima Nacional contabilizou ainda 1.479 salvamentos realizados e 2.782 ações de primeiros socorros.
A época balnear de cada ano é definida em portaria, publicada em Diário da República, que identifica as águas balneares e a definição da respetiva época. Dentro deste período mais abrangente, os municípios decidem a sua época.
Em 2026, a época balnear decorreu oficialmente entre 15 de abril e 31 de outubro.

