Avança Comissão de Inquérito a Luís Neves
O partido Chega aceitou as imposições do presidente da Assembleia da República, que implicavam deixar cais dois dos onze temas.
O Chega aceita as condições do presidente da Assembleia da República para a constituição de uma comissão de inquérito sobre os mandatos de Luís Neves à frente da Polícia Judiciária, deixando cair dois pontos.
“O Chega vai aceitar estas duas condições impostas pelo presidente da Assembleia da República e vamos avançar para que rapidamente, nos próximos dias, possamos ter a constituição de uma comissão parlamentar de inquérito a todo o caso envolvente a Luís Neves”, afirmou o líder do Chega.
André Ventura falava aos jornalistas no Parlamento, depois de o presidente da Assembleia da República ter anunciado que admitiu nove dos 11 temas requeridos pelo Chega para a investigação.
José Pedro Aguiar-Branco adiantou que o Chega tem dois dias para comunicar se aceita avançar com a comissão de inquérito apenas com nove dos 11 temas que requereu, ou se, em alternativa, pretende reformular os dois temas ainda não admitidos pelo presidente da Assembleia da República.
O presidente da Assembleia da República disse que se o Chega insistisse em avançar com os 11 temas constantes no seu requerimento, não estaria em condições de admitir esta iniciativa para a constituição de uma comissão de inquérito.
O primeiro dos dois temas não admitido, segundo o presidente do Parlamento, relaciona-se com alegadas interferências de um filho do ministro da Administração Interna, Luís Neves, relativamente à atividade jornalística, porque “não está demonstrada a ligação dessa situação com as funções do seu pai ou com os meios da PJ”.
O segundo tema não admitido, especificou ainda José Pedro Aguiar-Branco, reside na intenção de o Chega de procurar “eventuais conflitos de interesses relativamente a entidades que não estão identificadas”.
