Azeredo Lopes diz-se inocente e lamenta "assassinato no espaço público"
O ex-ministro, arguido no caso de Tancos, diz que lamenta "cortinas de fumo que me farão mudar de atitude".
O ex-ministro da Defesa Azeredo Lopes reiterou que está "absolutamente inocente" no caso de Tancos, criticou o seu "assassinato no espaço público" e assegurou que exercerá o seu direito de defesa nos tribunais.
Em declaração escrita enviada à agência Lusa, Azeredo Lopes, acusado de prevaricação e denegação de justiça, abuso de poder e favorecimento pessoal no inquérito relativo ao furto e recuperação do material de guerra de Tancos, considera que diariamente continuam a ser publicadas "efabulações retiradas do processo destinadas a inculcar na opinião pública, de forma bastante primária," a sua alegada responsabilidade naquele caso criminal que corre na Justiça.
"Tenho-me mantido em silêncio, e continuarei em silêncio, porque acredito que a justiça não se confunde com manchetes orientadas para determinados fins - aliás, óbvios e facilmente descortináveis. Não me pesa na consciência nada daquilo de que me acusam, porque sou absolutamente inocente, e não serão estas `notícias´ e outras cortinas de fumo que me farão mudar de atitude", justificou.
Esta posição pública do ex-ministro da Defesa surge no dia em que o jornal i noticia que a correspondência entre o então diretor da Polícia Judiciária Militar (PJM), Luís Vieira, e Vasco Brazão (porta-voz da PJM à data dos factos) mostra preparativos para manter ex-ministro a par de tudo através de "telefone seguro".
