CCDR Centro: não falta dinheiro para reconstruir casas incendiadas
Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro garante que foram recuperadas metade das casas afetadas pelos incêndios de outubro de 2017.
A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC) informou hoje que mais de metade das casas destruídas pelo incêndio de outubro de 2017 estão concluídas e que não falta dinheiro para terminar as restantes.
"Não há falta de verbas para pagar as reconstruções. É uma obra complexa, estamos a falar de um programa de apoio que tem cerca de 800 habitações", declarou à agência Lusa a presidente da CCDRC, Ana Abrunhosa, em Oliveira do Hospital, distrito de Coimbra.
Hoje, no vizinho concelho de Tábua, no final de uma visita a quatro imóveis de primeira habitação que ainda não foram reconstruídas, a presidente do CDS-PP, Assunção Cristas, disse que estas famílias passam pela segunda vez o Natal fora das suas casas e em condições "muito precárias".
"Há dezenas de situações destas" na região, revelou a líder centrista, indicando que os trabalhos nestas habitações estão suspensos "aparentemente por falta de pagamento" aos empreiteiros por parte da CCDRC, o que foi negado por Ana Abrunhosa.
Das 800 habitações danificadas, total ou parcialmente, pelo grande incêndio de 15 de outubro de 2017, em 30 municípios da região Centro, 54% "já estão concluídas e pagas", sublinhou Ana Abrunhosa.
"Não descansaremos enquanto não entregarmos a última casa", afirmou, prevendo que "a esmagadora maioria será concluída em março de 2019", ainda que algumas empreitadas possam prolongar-se até maio e junho.
Contudo, junho "é o limite acordado com os empreiteiros para as situações que estão mais atrasadas", esclareceu.
A presidente da CCDRC frisou que "não há falta de verbas" e que a Comissão de Coordenação paga aos empreiteiros "no máximo em 15 dias", nas reconstruções da sua responsabilidade direta.
Nos casos em que a obra é assumida pelo proprietário, a CCDRC despacha os processos de pagamento "no prazo de uma semana", através das autarquias, e depois "o dinheiro vai para a conta das pessoas".
