Cerca de seis mil professores apresentaram baixa desde o início do ano escolar
Ministro da Educação diz que ainda estão por preencher cerca de dois mil horários.
Cerca de seis mil professores apresentaram baixa médica desde o início do ano escolar, disse hoje o ministro da Educação, referindo que, na terça-feira, estavam ainda por preencher dois mil horários, a maioria em Lisboa e Setúbal.
O balanço foi feito pelo ministro da Educação, Ciência e Inovação na Assembleia da República, no início do debate de atualidade, requerido pelo PCP, sobre o início do ano letivo.
Segundo dados da Agência para a Gestão do Sistema Educativo, desde o dia 28 de agosto, foram preenchidos 12.147 horários, sendo que cerca de metade dos pedidos de horários apresentados até terça-feira “resultaram de baixas médicas e serviços moderados”, disse Fernando Alexandre.
Por outro lado, na véspera do debate no parlamento, estavam ainda por preencher 2.029 horários, metade dos quais sem professor atribuído desde 04 de setembro, a maioria (56%) em escolas de Lisboa e da Península de Setúbal.
Perante o hemiciclo, o governante atualizou ainda o número de alunos ainda por colocar, revelando que, no início da semana, 52 alunos aguardavam vaga numa escola.
“Na segunda-feira, foram registadas 179 novas matrículas e ontem [terça-feira], foram submetidas mais 149 matrículas”, disse Fernando Alexandre, acrescentando que 82% dessas situações foram, entretanto, resolvidas.
À semelhança da carência de professores, é também na Grande Lisboa e Setúbal que se registam mais casos de alunos sem colocação.
“As matrículas fora de prazo explicam em grande medida o início do ano letivo com alunos por colocar em escolas, uma situação que se tem repetido nos últimos anos”, sublinhou o ministro.
