Coimbra leva à Web Summit 12 startups com soluções que vão dos incêndios à saúde

    Fibersight propõe-se a transformar “fibras óticas em sensores contínuos”.

    Resumo IA

    • Coimbra apresentou 12 startups para a Web Summit, que começa na segunda-feira em Lisboa.

    • As propostas incluem soluções para incêndios, biotecnologia e sensores de fibra ótica, com foco em farmacêuticas e infraestruturas críticas.

    • A presença conjunta envolve o município, a Go Coimbra, a Universidade de Coimbra e outras entidades.

    Resumo feito por IA e revisto pela redação da SmoothFM

    Um sistema inteligente de apoio ao combate a incêndios, uma goma para ratos de laboratório e uma solução que transforma fibra ótica em sensores contínuos são algumas das propostas das 12 startups que Coimbra vai levar à Web Summit.

    Coimbra apresentou hoje as 12 startups selecionadas para representar a cidade na Web Summit, que começa na segunda-feira em Lisboa, num evento que decorreu na antiga Estação Nova.

    Uma das empresas é a RDefine, uma startup de biotecnologia, que está a desenvolver um produto intitulado Happillness, que procura substituir o atual procedimento de doseamento de fármacos a ratos de laboratório por uma goma “que funciona como um veículo completamente agnóstico para qualquer fármaco, com qualquer concentração”, disse à agência Lusa a diretora executiva da empresa, Patrícia Lindeza.

    Projetos para farmacêuticas e laboratórios

    Segundo a responsável, o procedimento atual (em que se recorre a uma sonda) “é altamente violento, causa dor e morte dos próprios ratos e contamina os resultados”.

    Apesar de terem como principais potenciais clientes a indústria farmacêutica e laboratórios, Patrícia Lindeza acredita que a solução (já patenteada para o contexto europeu) poderá ser também escalada para animais de companhia.

    Na comitiva na Web Summit também estará a Sim4Safety, uma startup que desenvolve sistemas inteligentes de apoio à decisão em contexto de incêndios florestais (ajudando na prevenção, planeamento e no combate) ou a Sentiel.AI, que usa inteligência artificial para prever falhas em sistemas críticos, nomeadamente na energia, defesa ou espaço.

    Propostas aeroespaciais e fibras óticas

    No setor aeroespacial, estará presente a Airsafe.AI, que desenvolve uma solução que permite a ‘drones’ voar para lá da linha de vista (com deteção e desvio automático de um obstáculo) e a FLYOU que pretende antecipar riscos na performance de pilotos, permitindo antecipar sinais de fadiga numa classe profissional com grandes níveis de ‘burnout’.

    Já a Fibersight propõe-se a transformar “fibras óticas em sensores contínuos”, conseguido aferir a temperatura e humidade ao longo de toda a fibra ótica, com precisão de metro a metro, disse à Lusa Inês Alves, da empresa.

    Segundo a responsável, a solução permite monitorizar infraestruturas, mas também detetar rapidamente fugas de água ou incêndios que ocorram próximos da fibra ótica, com a perspetiva de uso em infraestruturas críticas, como centros de dados ou aeroportos.

    Telemóvel como sensor de sono

    A Dormio pretende transformar um telemóvel pessoal num sensor do sono, permitindo a identificação mais fácil de riscos de apneia de sono, que se estima que esteja por diagnosticar a 80% a 90% das pessoas que sofrem desse distúrbio, explicou Daniela Serras, cofundadora da empresa e médica.

    Na edição deste ano, Coimbra vai ter uma presença conjunta na Web Summit do município, da recente agência para o investimento e inovação Go Coimbra (antigo iParque), Universidade de Coimbra, Instituto Pedro Nunes e Comunidade Intermunicipal (CIM) da Região de Coimbra.