Colombianos escolhem novo presidente

    Nas mãos do novo chefe de estado vai estar a manutenção do acordo de paz assinado com as FARC.

    Cerca de 49 milhões de colombianos estão inscritos para votar hoje nas eleições presidenciais, num ambiente de bipolarização entre a direita, com o candidato Iván Duque, e a esquerda, do ex-guerrilheiro e ex-autarca de Bogotá Gustavo Petro.  

    Nesta eleição, vai pesar fortemente o acordo de paz assinado com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), grupo guerrilheiro de esquerda ativo cerca de 50 anos no país, e cujo futuro dependerá em grande parte do novo chefe de Estado.

    O acordo é um compromisso do Estado colombiano mas a sua execução dependerá, em parte, da vontade do próximo Presidente de levar adiante o pacto que levou cerca de 7.000 guerrilheiros a abandonarem as armas. 

    Os colombianos estão divididos entre aqueles que acreditam que o acordo precisa mudar porque é muito generoso com as FARC, agora convertida em partido político, e aqueles que o defendem pela paz que garante.

    A dúvida sobre o futuro da paz é real para a coligação de direita liderada por Iván Duque, candidato do Centro Democrático e que lidera todas as sondagens de intenção de voto.

    O concorrente mais forte de Iván dique é Gustavo Petro, do movimento Colômbia Humana e ex-autarca de Bogotá, que ocupa o segundo lugar em todas as pesquisas com um intervalo variável de apoio.

    Petro, ex-membro do movimento guerrilheiro 19 de abril (M-19) foi desmobilizado graças a um acordo em 1991, afirmou que a paz é mais do que desarmar as FARC.