Concurso para reabilitar IP3 é lançado hoje

    Governo garante que não vai haver portagens. Utentes querem todo o percurso requalificado.

    O governo lança hoje, em Penacova, os concursos para a reabilitação e alargamento do Itinerário Principal 3 (IP3) entre Coimbra e Viseu. O ministro do ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, garante que não vai haver portagens e que tudo foi pensado para ter o mínimo de custos para o utilizador e para o ambiente. Os utentes aplaudem a medida, mas consideram que "peca por tardia".

    "A requalificação do IP3 deverá durar três a quatro anos e 85% do traçado vai ficar com perfil de autoestrada, com duas faixas em cada sentido", explica o ministro à nossa redação. Acrescenta que "após a intervenção, o tempo de viagem deverá ser reduzido em um terço".

    Um investimento de 134 milhões de euros numa estrada que, assegura Pedro Marques, "fica muito mais segura, com mecanismos de wi-fi em tecnologia 5G em todo o percurso, permitindo que vão sendo lançados alertas ao utilizador sobre acidentes, acessibilidade, tráfego na estrada, etc". 

    Esta será uma via sem custos para o utilizador. "Essa foi, a par da questão ambiental, a prioridade nas escolhas do governo", remata o ministro.

    A Associação de Utentes e Sobreviventes do IP3 está satisfeita com a obra, mas lembra que os 15% que não vão ficar com perfil de autoestrada são muito problemáticos. "Uma zona com muitos acidentes. Para já, o governo diz que não tem dinheiro para reaqualificar tudo, mas esse investimento terá de ser feito porque as vidas que lá se perdem não têm preço", considera Álvaro Miranda, porta voz da Associação.