PM desvaloriza auditoria do Tribunal de Contas sobre fundo Revita
"suposições" e "dúvidas metodológicas". É desta forma que António Costa classifica as conclusões do TdC sobre a gestão dos donativos para as vítimas dos incêndios, que ocorreram em junho de 2017.
O primeiro-ministro considera que auditoria do Tribunal de Contas (TdC) sobre a gestão do fundo Revita aponta apenas "suposições" e "dúvidas metodológicas".
"Do que eu vi na comunicação social não vi que fosse apontado um único caso de má utilização dos fundos. Vi dúvidas metodológicas sobre a situação", disse António Costa em entrevista hoje à Rádio Observador.
Uma auditoria do Tribunal de Contas revela hoje que os critérios para a atribuição das ajudas foram "imprecisos e insuficientemente divulgados" e faltou planeamento, controlo e transparência.
O líder do Governo não concorda com as conclusões e deixa fortes críticas ao Tribunal de Contas: "A experiência tem me dito que os press release do TdC costumam ser bastante mais dramáticos do que a realidade".
Na reação, citada pelo Observador, o Tribunal de Contas recusa qualquer dramatismo na comunicação da auditoria à gestão dos donativos às vítimas dos incêndios de 2017. Garante que a nota de imprensa enviada às redações é uma “reprodução fiel das conclusões e recomendações do relatório”.
