Desemprego real é o dobro dos números oficiais
Nestes números estão incluídos também os "desencorajados" que perderam a esperança em encontrar emprego.
No terceiro trimestre do ano passado, a taxa do desemprego real em Portugal fixou-se nos 17,5%, o dobro dos oficiais 8,5% revelados pelo Instituto Ncional de Estatística (INE). O cálculo foi feito por Frederico Cantante e Renato Miguel do Carmo, do Centro de Investigação e Estudos de Sociologia (CIES), do Instituto Universitário de Lisboa, e constam na edição desta sexta-feira do jornal Público.
Ao número dos desempregados oficiais, os investigadores somam novas fatias da população que não são contabilizadas para os dados oficias do desemprego.
Entre elas, os "desencorajados", pessoas que desistiram de procurar emprego. Entre 2011 e 2013, este grupo aumentou em 82%.
À taxa de desemprego real também é adicionado o número de pessoas indisponíveis para trabalhar, dos trabalhadores em part-time e dos "ocupados" do IEFP.
Em 2013, a taxa do desemprego real ultrapassou os 28% e manteve-se sempre acima dos 25% até 2015, até descer gradualmente até ao número atual: 17,5%.
