Diretor financeiro da PJ afastado do cargo
Direção Nacional da PJ não propôs renovar a comissão de serviço de Álvaro Pires.
O diretor nacional da Polícia judiciária, Carlos Cabreiro, não renovou a comissão de serviço do atual diretor financeiro da instituição, Álvaro Pires. A decisão foi confirmada em comunicado enviado esta manhã à redação. Na sequência do fim das comissões de serviço do Diretor de Serviços de Gestão Financeira e Patrimonial e do Diretor de Serviços de Inovação e Desenvolvimento da Polícia Judiciária (PJ), "confirma-se que a Direção Nacional da PJ não propôs à tutela a renovação das mesmas", pode ler-se na mensagem.
Segundo a RTP, Álvaro Pires pediu entretanto para não continuar em funções.
Segundo a RTP, foi também Álvaro Pires quem deu ao atual diretor nacional, Carlos Cabreiro, informação errada sobre o custo da destruição do material apreendido pela PJ na operação.
Em declarações ao jornal Observador, Álvaro Pires disse desconhecer os motivos da não renovação: “Tive conhecimento, mas não me foram transmitidos os motivos. Disseram que não era oportuna a renovação da comissão de serviço”.
A polémica teve início no dia 10 de julho, quando o semanário Nascer do Sol noticiou que o ministro da Administração Interna tinha contratado para remodelar um imóvel que detém em Odemira uma empresa anteriormente responsável por obras na PJ quando Luís Neves era diretor nacional.
Segundo a publicação, entre 2020 e 2025, a empresa Construbarcelos recebeu cerca de 1,9 milhões de euros em contratos públicos, valor confirmado dias depois pelo ministro da Administração Interna, em entrevista à TVI/CNN.
Uma semana depois da noticia ter sido divulgada, no dia 17 de julho, a PJ anunciou a abertura de um inquérito sobre o atrelado apreendido.

