Docentes e investigadores exigem estabilidade laboral

    Além de Lisboa, decorreram ações de protesto em Braga, no Porto e em Faro.


    Vários docentes e investigadores concentraram-se hoje, em Lisboa, para exigir o cumprimento da lei na estabilidade laboral. A iniciativa decorreu simultaneamente em outras cidades e nas redes sociais.

    Os manifestantes, que se reuniram no Instituto Superior Técnico (IST), pretendem alertar para a instabilidade dos vínculos laborais com que vivem os professores e investigadores contratados pelas instituições de ensino superior.

    A reivindicação foi também realizada através da publicação de fotografias com o lema #éparacumprir.

    O presidente do Sindicato Nacional do Ensino Superior (SNESup), Gonçalo Velho, disse à Lusa que a manifestação "é uma reclamação face à situação de ilegalidade que está a generalizar-se no ensino superior".

    O sindicato informa que há milhares de docentes e investigadores responsáveis pela viabilidade e sucesso do sistema de ensino e ciência em "situações ilegais", com vínculos precários e sem contratos de trabalho dignos para as necessidades do setor.

    O sindicato defende o cumprimento da lei do emprego científico, do Programa de Regularização Extraordinária dos Vínculos Precários da Administração Pública (PREVPAP) e o pagamento das progressões remuneratórias.

    Questionado sobre o PREVPAP, Gonçalo Velho afirmou que o processo está "muito lento" e com "resultados muito negativos" neste setor.

    De acordo com a mesma fonte, o ensino superior é o terceiro setor com mais precários na Administração Pública.

    Além de Lisboa, decorreram ações de protesto em Braga, no Porto e em Faro.