Docentes e investigadores exigem estabilidade laboral
Além de Lisboa, decorreram ações de protesto em Braga, no Porto e em Faro.
Vários docentes e investigadores concentraram-se hoje, em Lisboa, para exigir o cumprimento da lei na estabilidade laboral. A iniciativa decorreu simultaneamente em outras cidades e nas redes sociais.
Os manifestantes, que se reuniram no Instituto Superior Técnico (IST), pretendem alertar para a instabilidade dos vínculos laborais com que vivem os professores e investigadores contratados pelas instituições de ensino superior.
A reivindicação foi também realizada através da publicação de fotografias com o lema #éparacumprir.
O presidente do Sindicato Nacional do Ensino Superior (SNESup), Gonçalo Velho, disse à Lusa que a manifestação "é uma reclamação face à situação de ilegalidade que está a generalizar-se no ensino superior".
O sindicato informa que há milhares de docentes e investigadores responsáveis pela viabilidade e sucesso do sistema de ensino e ciência em "situações ilegais", com vínculos precários e sem contratos de trabalho dignos para as necessidades do setor.
O sindicato defende o cumprimento da lei do emprego científico, do Programa de Regularização Extraordinária dos Vínculos Precários da Administração Pública (PREVPAP) e o pagamento das progressões remuneratórias.
Questionado sobre o PREVPAP, Gonçalo Velho afirmou que o processo está "muito lento" e com "resultados muito negativos" neste setor.
De acordo com a mesma fonte, o ensino superior é o terceiro setor com mais precários na Administração Pública.
Além de Lisboa, decorreram ações de protesto em Braga, no Porto e em Faro.
#eparacumprir #IST pic.twitter.com/wdJ41lDpZ9
— SNESup-ASDI (@SNESup_ASDI) 23 de março de 2018
#eparacumprir #ISCTE pic.twitter.com/GjxlWXDPh4
— SNESup-ASDI (@SNESup_ASDI) 23 de março de 2018
#eparacumprir #FCUL pic.twitter.com/hsmdwR3hO8
— SNESup-ASDI (@SNESup_ASDI) 23 de março de 2018
Na UAlg #eparacumprir pic.twitter.com/RqkNFVSHSy
— José António Moreira (@moreiraj) 23 de março de 2018
ITQB NOVA staff and researchers together in the National demonstration, reminding @govpt @ciencia_pt @pt_financas that the law is to comply. PT researchers are still waiting for contracts and to stop being precarious after all these years #eparacumprir pic.twitter.com/Q5BroxCz4C
— ITQB NOVA (@itqbunl) 23 de março de 2018
