Dois anos de Presidente Marcelo
No parlamento, o PS e os partidos à direita falam em desempenho positivo. À esquerda há recados para o Palácio de Belém.
Marcelo Rebelo de Sousa foi eleito Presidente da República há dois anos. No parlamento, o PS e os partidos à direita falam em desempenho positivo. À esquerda há recados para o Palácio de Belém.
Carlos César, do PS, faz um balanço positivo, apesar dos alertas que Marcelo dá ao governo. César classifica "a sua presença em dimensões mais dramáticas" que o país viveu, como os incêndios de junho e outubro como "também muitíssimo relevante e os seus alertas, nessa circunstância como em outras, só podem ser tidos pelo Governo como contributos positivos para a melhoria da ação governativa".
À esquerda, há algumas críticas. Jerónimo de Sousa do PCP pede atenção ao Presidente no que toca "à separação de poderes" e José Manuel Pureza, do Bloco de Esquerda, diz que o presidente "apenas olha para o centro do espectro político".
À direita, Hugo Soares, do PSD, e Telmo Correia, do CDS, aplaudem a prestação de Marcelo Rebelo de Sousa na presidência da República. Soares considera "inevitável que se note o comportamento e postura" nas tragédias dos incêndios de julho e outubro do ano passado. Correia destaca que "este foi, à partida, o Presidente que foi eleito, se calhar, com maior liberdade em relação a qualquer base eleitoral de apoio".
O deputado do PAN fala em mandato "sereno porque conseguiu trazer um relacionamento com o Governo e com as outras instituições da dinâmica democrática sem crispação". André Silva pede, no entanto, mais atenção ao ambiente.
Foi a 24 de Janeiro de 2016 que Marcelo Rebelo de Sousa foi eleito presidente à primeira volta, com praticamente 53% de votos.
