Federação de Dadores diz que faltam meios para recolher dádivas de sangue
Situação das reservas causa "preocupação".
A Federação de Dadores de Sangue queixou-se hoje de falta de meios para a recolha de dádivas, manifestando "profunda preocupação" com a situação das reservas, face a "sucessivos cancelamentos" de colheitas previamente planeadas e aprovadas.
A posição da Federação Portuguesa de Dadores Benévelos de Sangue (FEPODABES) surgiu em vésperas do Dia Mundial do Dador de Sangue, que se assinala a 14 de junho, uma data que, defendeu, deve servir para "uma reflexão séria" sobre o estado atual do sistema nacional de sangue e a necessidade de garantir uma resposta eficaz às necessidades dos doentes que dependem diariamente de transfusões sanguíneas.
De acordo com a FEPODABES, não há falta de dádivas, mas sim de capacidade para as recolher.
"A situação atualmente vivida, em particular no Centro de Sangue e da Transplantação de Lisboa, atingiu um nível de gravidade que exige uma avaliação profunda, o apuramento de responsabilidades e a adoção urgente de medidas corretivas", alegou a federação, em comunicado.
Segundo esta estrutura, têm sido canceladas de forma recorrente sessões de colheita de sangue, o que compromete a mobilização dos voluntários e põe em causa "os esforços realizados para assegurar reservas adequadas de sangue para os hospitais portugueses".
A associação garantiu que tem cumprido integralmente a missão, promovendo a dádiva benévola de sangue, organizando campanhas de recolha e mobilizando milhares de cidadãos em todo o país, mas este esforço "perde eficácia quando as entidades responsáveis não conseguem garantir os recursos humanos, técnicos e operacionais indispensáveis à concretização das ações previamente programadas".
A Federação sublinhou igualmente que em vários departamentos dos centros de sangue e do Instituto Português do Sangue e da Transplantação (IPST), se tem evidenciado "uma insuficiente capacidade de resposta" às necessidades das associações e dos dadores, "comprometendo a articulação fundamental para o sucesso das campanhas de recolha".
A FEPODABES rejeitou a ideia de que a atual situação resulte da falta de solidariedade dos portugueses ou da ausência de novos dadores.
O problema, disse, não é a falta de disponibilidade dos dadores para ajudar, mas sim "a incapacidade do sistema em dar resposta às solicitações de colheitas de sangue e em garantir os meios humanos e operacionais necessários para concretizar as ações planeadas".
"Quando colheitas previamente aprovadas são sucessivamente canceladas, quando associações e dadores se organizam e acabam por não poder contribuir, está-se a desperdiçar um enorme potencial de solidariedade. Não faltam dadores. Não falta vontade de ajudar. O que falta é capacidade de resposta por parte das estruturas responsáveis pela recolha de sangue", garantiu a federação.
A estrutura que representa as associações de dadores considerou, assim, urgente reforçar os recursos humanos, melhorar a capacidade operacional e assegurar o cumprimento dos planeamentos aprovados.
A posição da Federação Portuguesa de Dadores Benévelos de Sangue (FEPODABES) surgiu em vésperas do Dia Mundial do Dador de Sangue, que se assinala a 14 de junho, uma data que, defendeu, deve servir para "uma reflexão séria" sobre o estado atual do sistema nacional de sangue e a necessidade de garantir uma resposta eficaz às necessidades dos doentes que dependem diariamente de transfusões sanguíneas.
De acordo com a FEPODABES, não há falta de dádivas, mas sim de capacidade para as recolher.
"A situação atualmente vivida, em particular no Centro de Sangue e da Transplantação de Lisboa, atingiu um nível de gravidade que exige uma avaliação profunda, o apuramento de responsabilidades e a adoção urgente de medidas corretivas", alegou a federação, em comunicado.
Segundo esta estrutura, têm sido canceladas de forma recorrente sessões de colheita de sangue, o que compromete a mobilização dos voluntários e põe em causa "os esforços realizados para assegurar reservas adequadas de sangue para os hospitais portugueses".
A associação garantiu que tem cumprido integralmente a missão, promovendo a dádiva benévola de sangue, organizando campanhas de recolha e mobilizando milhares de cidadãos em todo o país, mas este esforço "perde eficácia quando as entidades responsáveis não conseguem garantir os recursos humanos, técnicos e operacionais indispensáveis à concretização das ações previamente programadas".
A Federação sublinhou igualmente que em vários departamentos dos centros de sangue e do Instituto Português do Sangue e da Transplantação (IPST), se tem evidenciado "uma insuficiente capacidade de resposta" às necessidades das associações e dos dadores, "comprometendo a articulação fundamental para o sucesso das campanhas de recolha".
A FEPODABES rejeitou a ideia de que a atual situação resulte da falta de solidariedade dos portugueses ou da ausência de novos dadores.
O problema, disse, não é a falta de disponibilidade dos dadores para ajudar, mas sim "a incapacidade do sistema em dar resposta às solicitações de colheitas de sangue e em garantir os meios humanos e operacionais necessários para concretizar as ações planeadas".
"Quando colheitas previamente aprovadas são sucessivamente canceladas, quando associações e dadores se organizam e acabam por não poder contribuir, está-se a desperdiçar um enorme potencial de solidariedade. Não faltam dadores. Não falta vontade de ajudar. O que falta é capacidade de resposta por parte das estruturas responsáveis pela recolha de sangue", garantiu a federação.
A estrutura que representa as associações de dadores considerou, assim, urgente reforçar os recursos humanos, melhorar a capacidade operacional e assegurar o cumprimento dos planeamentos aprovados.
