Ferro Rodrigues recusa ser polícia dos deputados mas exige responsabilização
O presidente da Assembleia da República quer "mais responsabilidade individual e coletiva" sobre registo de presenças.
O presidente do parlamento recusou hoje vir a ser o "polícia dos deputados" ou um eventual esquema de 'picar o ponto' como o dos funcionários, mas exigiu "mais responsabilidade e responsabilização individual e coletiva" sobre registo de presenças.
"Parece inquestionável a existência de irregularidades, havendo registo de presenças falsas, com a necessidade de responsabilização dos deputados em questão no que se refere ao registo das suas presenças e dos Grupos Parlamentares a que pertencem", disse hoje Ferro Rodrigues, na conferência de líderes extraordinária que convocou para debater a polémica com a troca de passwords e presenças falsas em plenário e também as despesas e seu reembolso com viagens dos parlamentares.
O presidente da Assembleia da República transmitiu aos diversos líderes das bancadas partidárias que "afigura-se indispensável distinguir a simples ligação do computador do registo das presenças".
Um dos casos em questão foi noticiado pelo semanário Expresso, em novembro: o deputado e secretário-geral do PSD, José Silvano, teve presenças assinaladas no hemiciclo em sessões das quais esteve ausente. A colega de bancada Emília Cerqueira assumiu publicamente ter registado "inadvertidamente" a presença de Silvano ao aceder ao computador daquele para consultar documentos.
