Foco no trabalho: app criada por jovens portugueses pode ajudar

    A aplicação Tiger Time converte períodos de concentração em recompensas.

    Quantas vezes já demos por nós com o telemóvel na mão, a navegar nas redes sociais ou a jogar, quando devíamos estar, por exemplo, a trabalhar ou a estudar?

    A verdade é que provavelmente aconteceu mais vezes do que as que gostamos de admitir. 

    Para ajudar com este problema da desconcentração causada pelos smartphones, Johnny Cartucho e Adam O'Neill decidiram criar uma aplicação que torna os nossos períodos de trabalho num jogo: a Tiger Time.

    A premissa é simples: a aplicação cria um temporizador para medir o "tempo de concentração" do utilizador. Cada vez que este pegar no telemóvel e usar outra aplicação, desconcentrando-se do trabalho que está a fazer, a aplicação conta esse tempo como desperdiçado.

    No final da tarefa, é apresentado o tempo em que não houve interação com o telemóvel - o tempo de concentração - e o tempo em que o telemóvel foi utilizado como distração.

    Uma das bases desta app é a Pomodoro Technique: este método define períodos de trabalho de 25 minutos, após os quais se deve fazer um pequeno intervalo para "refrescar" o cérebro. A cada 100 minutos (quatro períodos de 25 minutos) deve alargar-se o intervalo para cerca de meia-hora.

    O objetivo é fazer das tarefas um jogo em que as recompensas são, para além do produto final da tarefa a ser realizada, os minutos de concentração acumulados. Estes minutos podem depois ser trocados por pontos de experiência em vídeojogos ou até mesmo por descontos.

    A start-up arrancou com a participação dos fundadores no programa de empreendedorismo da European Innovation Academy, em Cascais, no verão de 2017.

    Para já, o objetivo dos criadores é levar grupos de estudantes a experimentar a Tiger Time, para destinada ao iOS  dos iPhones, de forma a que esta acumule utilizadores e possa um dia ser publicada na App Store.