Fogo destroi grande parte de autódromo na Argentina
Estrutura é palco do Grande Prémio de MotoGP em abril.
Cerca de 80% da parte edificada do Autódromo Termas de Rio Hondo, na província de Santiago del Estero, Argentina, foi consumida pelo fogo, com os bombeiros a lutar para evitar que as chamas cheguem ao museu.
A notícia avançada pela edição online do La Nacion, refere que o incêndio, de acordo com as primeiras informações dos bombeiros no local, terá começado na área do terraço, quando algumas estruturas estavam a ser soldadas.
O circuito prevê receber este ano a segunda prova do calendário do Grande Prémio de MotoGP, no fim de semana de 11 de abril, onde corre o português Miguel Oliveira.
"Oitenta por cento da parte edificada do autódromo perdeu-se, foi consumida pelo fogo, estamos tentando salvar o museu, mas isto é um desastre", disse ao jornal um dos bombeiros que combateu o incêndio.
Segundo os bombeiros voluntários das Termas de Rio Hondo, a que se juntaram outras corporações da capital de província e de La Banda, o vento está a dificultar as operações.
A principal preocupação dos bombeiros é que o fogo não chegue ao museu, concentrando aí os seus esforços.
"Estamos a trabalhar para salvar o museu, o resto queimou, tudo consumido, dá vontade de chorar de impotência", disse um dos bombeiros de uma das corporações presentes, acrescentando que carros e motos antigas foram removidas do local por precaução.
Para já não há registo de feridos, de acordo com os bombeiros, mas estes referem que os danos materiais "são incalculáveis", já que se trata de um dos mais modernos autódromos do país, que há vários anos faz parte do calendário mundial de MotoGP.
Embora o calendário para 2021 dê ao autódromo das Termas de Rio Hondo, a 70 quilómetros da capital Santiago, que no ano passado não recebeu a prova devido à pandemia, uma prova do campeonato, o incêndio coloca agora dúvidas se poderá realizar-se ou não.
