Cátia é "boa" a descobrir supresas e Tsanko "desmancha-se", mas em Paris deu noivado

    A comitiva portuguesa sai de Paris, cidade do amor, com um par de noivos do atletismo.

    Uma medalha de bronze, sete diplomas olímpicos e... um casamento: é este o saldo de Portugal nos Jogos Olímpicos de Paris até esta quinta-feira. E, por exclusão de partes, se Cátia Azevedo e Tsanko Arnaudov não são os protagonistas de nenhum pódio ou diploma, são então os do casamento. Tudo aconteceu esta quarta-feira e, pelos vistos, foi bem planeado. Tanto, que a atleta foi "completamente supreendida".

    É uma confissão da própria, que confessou a esta rádio que a situação até "parece anormal", visto que "normalmente" Tsanko Arnaudov "não consegue mentir nem omitir, desmancha-se todo com a carinha".

    Cátia Azevedo confessa que foi completamente surpreendida

    O atleta do lançamento do peso não terá, então, deixado que o peso da situação levasse o melhor nesta situação. Aliás, esteve "tão bem" que a atleta dos 400 metros não desconfiou sequer do que ia acontecer: "Quando ele se ajoelhou pensei que íamos fazer um tiktok. Só percebi mesmo quando ele me mostrou o anel."

    A pouca perceção do que estava a acontecer terá sido mais um ponto a favor de Arnaudov, que reconhece que montar tudo "foi difícil".

    Tsanko Arnaudov diz que foi "difícil" montar o pedido

    "Tinha de parecer tudo muito natural porque ela é muito boa a descobrir as surpresas. Tinha de ser tudo muito bem pensado, ao pormenor, não podia forçar nada. Fui deixando as coisas desenrolar e aconteceu, ela não suspeitou, ficou surpreendida", conta com algum orgulho.

    E a primeira reação nem foi a melhor. "Não não não não, aqui não, aqui não" foram as primeiras palavras a sair da boca de Cátia Azevedo. Não que estivesse a recusar o casamento, mas antes porque ser pedida em casamento à frente dos anéis olímpicos nunca lhe passara pela cabeça. Mas agora que olha para trás, elogia.

    Para a atleta, o contexto olímpico foi perfeito

    "Fiquei um bocadinho em choque, em todo aquele momento fiquei em choque com as pernas a tremer. Acho que foi perfeito, muito bem pensado do início ao fim. Não podia escolher melhor momento. Somos os dois atletas olímpicos, esta é a nossa vida. Acho que ele pensou muito bem", reconhece.

    Acabou por correr tudo bem. Ou quase tudo, vá. Houve algo - alguém, no caso - que falhou a Arnaudov: "A minha cameraman. Estava lá para ser cameraman, para gravar, e esqueceu-se de por a gravar. De resto, correu às mil maravilhas."

    O sim lá veio e agora há noivos olímpicos, ambos do atletismo, na comitiva portuguesa. Ela, Cátia Azevedo, não chegou às meias-finais dos 400 metros, mas fez em Paris a melhor marca pessoal da época. É algo que deixa o agora noivo "muito orgulhoso".

    "Independentemente do tempo que fez, portou-se muito bem ao fazer a melhor corrida do ano aqui, e por isso estou orgulhoso dela", conta Arnaudov, que está também "superorgulhoso" em relação à própria prestação.

    "Dentro das minhas capacidades e daquilo que eu sabia, consegui fazer o melhor e garantir a presença olímpica e estar aqui na melhor forma possível." Incluindo para ajoelhar.

    O lançador do peso ficou orgulho das prestações de ambos em Paris

    *com Paulo Rico