Greve cancela 11 voos na Ryanair
Os tripulantes cumprem o terceiro dia de greve. O SNPVAC continua a denunciar a substituição ilegal de grevistas por trabalhadores de bases estrangeiras.
Os tripulantes de cabine das bases portuguesas da Ryanair iniciaram à meia-noite o último de três dias não consecutivos de greve, para reivindicar a aplicação da lei nacional nas relações laborais.
Até às 8h00 desta terça-feira foram cancelados 11 dos 17 voos previstos a partir de Portugal, revela o Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC).
O Sindicato refere ainda que a Ryanair continua a substituir ilegalmente os grevistas por trabalhadores de bases estrangeiras.
"Sairam dois aviões sem passageiros, diretos a outras bases da Ryanair na Europa, para trazerem tripulantes dessas bases para operarem a partir das bases portuguesas", diz Luciana Passo, dirigente do SNPVAC.
A Autoridade para as Condições de Trabalho (ACT) está no terreno, mas Luciana Passo diz que os inspetores "estão a ter problemas com as chefias da Ryanair e têm dificuldade na própria circulação do aeroporto".
O sindicato exige que a companhia aerea irlandesa aplique a legislação nacional, nomeadamente em termos de gozo da licença de parentalidade, garantia de ordenado mínimo e a retirada de processos disciplinares por motivo de baixas médicas ou vendas a bordo abaixo das metas da empresa.
Depois da greve dos tripulantes em Portugal, a dirigente do SNPVAC admite que o protesto à escala europeia " é uma fortíssima possibilidade".
