Greve geral de 3 de junho vai condicionar vários serviços. Saiba quais
A paralisação foi convocada pela CGTP contra a reforma laboral.
A greve geral convocada pela CGTP, contra a reforma laboral, vai condicionar vários serviços na quarta-feira, dia 3 de junho.
São várias as áreas que podem sofrer perturbações, poucos alunos vão conseguir ìr à escola e as provas moda do sexto ano podem sofrer constrangimentos.Na saúde, os médicos e enfermeiros já disseram que vão parar, tal como os técnicos de emergência, o que vai afetar o socorro. Nas autarquias e empresas municipais está prevista paralisação, os trabalhadores do comércio, escritórios e serviços também param, assim como os das comunicações, alimentação, hotelaria e turismo. Arquitetos e jornalistas também podem parar. São muitos os sindicatos que anunciaram a sua adesão à greve geral.
Educação e Funcão Pública
A FENPROF (Federação Nacional dos Professores) emitiu um pré-aviso de paralisação total, abrangendo todos os seus sindicatos regionais constituintes (SPGL, SPN, SPRC, SPZS, SPM, SPRA e SPE).
O Sindicato Nacional do Ensino Superior (SNESup) anunciou a adesão à paralisação, numa ação que diz ser de "rejeição dos docentes e investigadores".
Sindicatos da Função Pública: Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais (regiões Sul, Centro e Norte) afetando o funcionamento de secretarias, serviços municipais, escolas e tribunais.
Saúde
Sindicatos de Médicos e Enfermeiros: Organizações representativas do setor médico e da enfermagem que aderiram ao protesto para salvaguardar os serviços de saúde, operando apenas com os serviços mínimos decretados.
A Federação Nacional dos Médicos (FNAM) emitiu o aviso prévio para a Greve Geral de 3 de junho de 2026, abrangendo todos os médicos que exerçam atividade nos setores público, social e privado.
O Sindicato dos Médicos do Norte, filiado na FNAM, anunciou que vai aderir à greve geral, em protesto contra a reforma laboral e o agravamento das condições no Serviço Nacional de Saúde.
O Sindicato dos Enfermeiros Portugueses também se junta à greve geral. Os enfermeiros do público, privado e social, aderem a esta paralisação, nos turnos da noite, manhã e tarde.
Administração local e outros serviços públicos
Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais, afetando o funcionamento de secretarias, serviços municipais, escolas e tribunais.
O Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Administração Local e Regional, afetando a operação dos serviços municipais, mas também das empresas e dos institutos públicos.
Indústria, Comércio e Serviços
Os trabalhadores da Autoeuropa aprovaram uma moção na qual determinam que "a greve geral é um passo necessário e determinante para defender o presente e garantir o futuro de todos".
A Federação Intersindical das Indústrias Metalúrgicas, Químicas, Eléctricas, Farmacêuticas, Celulose, Papel, Gráfica, Imprensa, Energia e Minas também adere à greve geral, pelo que todas essas áreas podem ser afetadas.
A Federação dos Sindicatos de Agricultura, Alimentação, Bebidas, Hotelaria e Turismo de Portugal alertou que os serviços nas cantinas, refeitórios, fábricas de refeições e bares concessionados podem ser afetados.
O Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal e o Sindicato Nacional dos Profissionais de Seguros e Afins também comunicaram a participação.
Também o Sindicato dos Jornalistas manifestou a intenção de se juntar à paralisação, considerando a reforma laboral "um retrocesso civilizacional, com o efeito primordial de facilitar a exploração das pessoas mais frágeis".
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