Greve na Autoeuropa "provoca paragem total da produção"

    Os trabalhadores da Autoeuropa estão em greve desde a meia noite e o sindicato fala "numa enorme adesão" por parte dos funcionários. Paralisação foi convocada contra a obrigatoriedade de novos horários, que implicam trabalhar ao sábado.

    A produção na Autoeuropa está "totalmente parada", de acordo com o primeiro balanço avançado pelo Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Atividades do Ambiente do Sul. Os trabalhadores da Autoeuropa cumprem hoje um dia de greve contra a obrigatoriedade do trabalho aos sábados nos próximos dois anos. 

    O dirigente sindical, Rogério Silva, diz que a empresa está a assistir a uma greve com uma "enorme força e com uma grande unidade e coesão dos trabalhadores", e que a prova disso é o facto da "produção estar neste momento totalmente parada, o que demonstra aquilo que os trabalhadores da Autoeuropa não querem, que a empresa lhes imponha um regime de horário de trabalho que iria obrigar os funcionários a trabalhar ao sábado e a ter um fim-de-semana de seis em seis semanas". 

    Os cerca de 3 000 trabalhadores que participaram nos plenários realizados na segunda-feira aprovaram uma resolução a confirmar a rejeição dos novos horários, particularmente pela imposição do trabalho aos sábados, e a realização da greve convocada para hoje, que já afetou, segundo o sindicato, o turno que teve início às 23h30 de terça-feira.

    As compensações financeiras prometidas pela administração da Autoeuropa pela implementação dos novos horários, que incluíam aumentos salariais, um adicional de 175 euros por mês e mais um dia de férias, não foram suficientes para demover os trabalhadores da Autoeuropa.

    O Sitesul, sindicato mais representativo na Autoeuropa, afeto à CGTP, alega que não se trata apenas de uma questão de dinheiro e defende a negociação de novos horários que mereçam o acordo da empresa e dos trabalhadores. 

    Na terça-feira, os sindicatos pediram uma reunião urgente à administração da Autoeuropa, mas não obtiveram resposta até ao início da greve.

    Fonte da empresa disse à agência Lusa que a administração da Autoeuropa só vai pronunciar-se depois da greve, que termina às 00h00 de quinta-feira