Jorge Palma "fica nas palavras, nas melodias e na memória de várias gerações"

    Primeiro-ministro realça a "voz única" e a música intemporal do músico que morreu aos 76 anos.

    Resumo IA

    • O primeiro-ministro, Luís Montenegro, recordou Jorge Palma, falecido aos 76 anos, pela sua contribuição à cultura portuguesa.

    • A família anunciou que o músico morreu na segunda-feira à noite, vítima de uma paragem cardiorrespiratória, deixando uma obra marcante.

    Resumo feito por IA e revisto pela redação da SmoothFM

    Da política à música, multiplicam-se as homenagens e reações à morte do músico Jorge Palma.


    “Tristeza e consternação” no mundo da política


    O Presidente da República reagiu com “tristeza e consternação” e fala de um dos “ícones” da música portuguesa. 

    António José Seguro fala de canções que “marcaram a vida portuguesa” e que vão “iluminar a memória de várias gerações”. 

    Neste dia, na nota publicada no site da Presidência da República, o chefe de Estado finaliza a mensagem com as condolências aos familiares e amigos e com um dos versos mais icónicos da carreira de Jorge Palma: “a gente vai continuar”. 

    O primeiro-ministro, Luís Montenegro, enalteceu esta terça-feira o contributo do músico Jorge Palma, falecido aos 76 anos, para a cultura portuguesa, com a sua "voz única e músicas intemporais».

    «Jorge Palma parte, mas a sua música fica. Fica nas palavras, nas melodias e na memória de várias gerações», afirmou o chefe de governo em mensagem no X, logo após ser conhecida a morte do músico.

    «Fica, sobretudo, na cultura portuguesa, que ajudou a transformar com a sua voz única e músicas intemporais», adianta Montenegro, deixando condolências à família e amigos de Jorge Palma, em nome pessoal e do Governo.

    Um dos cantores e compositores mais marcantes da música portuguesa contemporânea, Jorge Palma morreu na segunda-feira à noite, aos 76 anos, anunciou hoje a família.

    "É com profundo pesar e consternação que a família e agência de Jorge Palma informam a sua morte, ocorrida esta segunda-feira à noite, aos 76 anos, vítima de uma paragem cardiorrespiratória", refere a família do músico, numa mensagem partilhada nas redes sociais.

    A família recorda que Jorge Palma, com uma carreira com mais de meio século, "deixa uma obra assinalável que faz parte da história" portuguesa, bem como "muitos amigos pelo mundo, pessoas que conquistou com a sua generosidade e genialidade".

    O ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, reagiu à morte de Jorge Palma afirmando que é "um dia triste - muito triste - para a música portuguesa e, claro, para todos os que o amavam".

    Na sua página na rede social X, Paulo Rangel escreve que, perante a morte do cantor e compositor, "ficam a voz, os poemas e o carisma".

    Paulo Rangel abre a mensagem citando uma das canções do músico - “O que eu não vivi, hei-de inventar contigo” -, e termina-a garantindo: "O que ele já não vai viver, vamos nós agora inventar com ele".

    A ministra da Cultura, Juventude e Desporto, Margarida Balseiro Lopes, agradeceu esta terça-feira o legado do músico Jorge Palma, que morreu na segunda-feira, considerando-o um "cantautor extraordinário".

    Numa publicação na rede social X, Margarida Balseiro Lopes considerou o autor de temas como "Frágil", "Dá-me Lume" ou "Bairro do Amor" uma das vozes mais icónicas da música portuguesa das últimas décadas e endereçou "sentidas condolências" à família e amigos.

    O secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, recorda um dos "maiores músicos e compositores" portugueses e a sua "obra extraordinária".

    "Jorge Palma deixa-nos uma obra extraordinária, feita de palavras, melodias e canções que atravessaram gerações e que ficarão para sempre na memória coletiva dos portugueses", escreveu José Luís Carneiro, na sua página oficial na rede social X, afirmando que "Portugal perdeu hoje um dos seus maiores músicos e compositores".

    "Homem livre, de uma criatividade singular e de uma autenticidade rara", Jorge Palma "fez da música também uma forma de celebrar a liberdade", acrescentou José Luís Carneiro, que conclui: "Obrigado por tanto, Jorge Palma. A gente vai continuar".

    "Prodigioso compositor" e "pianista fora de série"

    Das várias áreas das artes chegam também homenagens a Jorge Palma. David Fonseca destaca a "forma inconformada de estar no mundo, um espírito livre que não se encaixava em nenhuma prateleira possível".

    Também Nuno Markl recorda Jorge Palma e a vez em que o músico participou num filme com guião da sua autoria. "Que sorte ter crescido com música dele e depois ter conseguido conviver com ele", pode ler-se no post que publicou nas redes sociais..

    Samuel Úria, republicou uma versão de Beijos e Papas de Leite, gravada durante a pandemia. "O que hoje perdemos não é sequer do domínio do dizível. Mas o que fica é, e será - pelo menos enquanto este país existir (e houver estrada para andar)" pode ler-se no texto que acompanha a publicação nas redes sociais.

    O fadista Camané deixou também uma homenagem nas redes lembrando Palma como Palma "grande compositor, grande letrista, homem de cultura e da cultura, um amigo".

    O músico Filipe Melo sublinha o desgosto coletivo de termos perdido um "grande músico". 

    "Há uma luz na Música de Jorge Palma que é espinha dorsal deste país, que o há-de ajudar a construir-se porque não há Portugal sem o espelho translúcido, honesto, dos seus autores", escreveu Pedro Abrunhosa na conta de Instagram. 

    "A estrada que o Jorge Palma começou para muitos de nós continuará aqui neste mundo a ser mantida pelos seus filhos e família e por nós, ouvintes da sua música, que é também nossa, colectiva, comunitária. E a comunidade que a música do Jorge cria é bonita, humana, acolhe todos, os caídos, os proscritos, os mais frágeis", sublinhou Ana Bacalhau. 

    "Agora o Jorge Palma vencido pelo coração,  aquilo que ele mais nos deu nas suas palavras musicadas com o afecto de quem gostava mais dos outros do que de si próprio", evidencia o apresentador e radialista Júlio Isidro.

    Fernando Tordo lembra Jorge Palma com uma fotografia do arquivo das boas memórias. 

    O apresentador e radialista Fernando Alvim escreveu: "Porque é esse legado que nos deixa, a sua vida inteira, para nos lembrarmos sempre dele. E de tudo o que fez, de uma forma tão pessoal e acutilante. Palma foi a pessoa a quem, em concerto, mais vezes ouvi dizer “Palma, és o maior”. E a verdade é que era mesmo."

    A cantora e compositora Márcia lembrou os momentos de estúdio quando gravou com Jorge Palma o tema 'Um Passo Ao Lado', em 2025.  

    "Escrevi esta a canção a sonhar precisamente com o seu timbre, e o Jorge encheu o estúdio e o meu disco com esta grande dádiva, que é a profundidade da sua interpretação."

    A homenagem da cantora e compositora Rita Redshoes: "Abriste várias estradas bonitas neste país. A que te espera será certamente uma estrada à tua altura."

    A homenagem de Rui Reininho:

    A homenagem de Tim, dos Xutos & Pontapés.

    As palavras da cantora Sónia Tavares: "Há artistas que passam pela vida como quem deixa uma luz acesa numa divisão vazia. Palma deixa-nos essa luz: imperfeita, nocturna, teimosa. E uma quantidade absurda de beleza para sobrevivermos à sua ausência. Eterno."

    O músico Miguel Araújo lembra Jorge Palma com um clássico de Bob Dylan:

    A homenagem de Tiago Nacarato com uma versão da canção 'Bairro do Amor'.

    "Hoje já é o dia mais triste do ano. Acordámos com a notícia da partida do Jorge, um amigo e um companheiro de estrada… uma perda irreparável para todos, para a música e para a cultura portuguesa. Os nossos sentimentos à família e a toda a equipa que fazia de cada concerto uma celebração", escreveram os GNR. 

    A reação do músico Rodrigo Leão:

    António Manuel Ribeiro, o homem dos UHF: