Sem Ronaldo, Leão veste o 7 contra a Dinamarca
O Dinamarca-Portugal está agendado para as 19h45 hora de Lisboa e terá arbitragem do ucraniano Mykola Balakin.
O avançado Rafael Leão vai vestir a camisola 7 da seleção portuguesa no jogo desta noite frente à Dinamarca, a contar para a 3.ª jornada da Liga das Nações.
A alteração acontece após a saída inesperada de Cristiano Ronaldo - há anos "dono" do 7 - do estágio da seleção, na tarde desta quarta-feira.
A informação da nova numeração consta na ficha oficial partilhada pela UEFA, que elenca também as alterações que Jesus fez na convocatória.
Esta mudança decorre do regulamento da UEFA Liga das Nações, que obriga os jogadores convocados a vestirem as camisolas do 1 ao 23, no seu artigo 37.01: "Os jogadores devem receber números entre 1 e 23 para os jogos da fase de liga, dos quartos de final e dos play-offs, e números entre 1 e 26 para os jogos da fase final. Se o número 1 for utilizado, tem de ser usado por um guarda-redes."
Alterações na convocatória
Tendo em conta o descrito no regulamento, e uma vez que Cristiano Ronaldo deixou o grupo, a camisola 7 que normalmente utiliza teve de ser novamente atribuída, neste caso para Rafael Leão.
A segunda consequência desta mudança é que, por sua vez, a camisola 17 normalmente utilizada por Leão também teve de ser atribuída, ficando hoje com Fábio Silva.
Noutras mudanças, Bruno Fernandes está de regresso e Francisco Conceição fica de fora devido a lesão.
"Os estilhaços estão lá"
"Eu preferiria não ser o 7 nesta paragem." A frase é de Luís Rocha Rodrigues, diretor do portal especializado Zerozero, entrevistado por esta rádio para perceber o impacto de herdar uma camisola de Cristiano Ronaldo num momento como este.
A situação não é nova, já que Ronaldo esteve fora de outras convocatórias ou jogos e, por isso, o 7 teve de mudar de mãos, mas é a primeira vez que o capitão se retira do grupo. Porque "alguém tinha de ficar com o número, faz sentido pela posição" que seja Rafael Leão.
O que muda, neste caso, é que Cristiano Ronaldo deixou o estágio em Copenhaga depois de uma conferência de imprensa em que o selecionador nacional, Jorge Jesus, disse na antevisão de uma partida a contar para a Liga das Nações, contra a Dinamarca, que quem decide e dá ordens na equipa nacional é o técnico.
"Se alguém disser que isto não influencia, estará a mentir ou a tentar passar um pano sobre o assunto", reconhece Rocha Rodrigues, sem deixar de sublinhar que, nos últimos anos, a seleção "não teve propriamente grandes dificuldades" quando esteve sem Cristiano Ronaldo, embora tenha defrontado adversários "mais acessíveis" como a Arménia (9-1) ou o Luxemburgo (9-0).
Agora, "a equipa vem de um jogo em que Cristiano Ronaldo não joga [na Noruega] e a equipa ganha, portanto não vejo que possa ser prejudicado do ponto de vista desportivo", explica, com a ressalva de que o ambiente não deverá estar "extremamente saudável".
"Os estilhaços estão lá no seio dos 24 jogadores, nem todos terão a mesma opinião ou a mesma visão e há quem, seguramente, seja mais seguidista de Cristiano Ronaldo por tudo o que representa e representou para a seleção", mas também haverá "quem não se reveja nos comportamentos".
No geral, as contas são "simples" para o responsável do Zerozero: "Se a bola entrar e Portugal ganhar, serão Jorge Jesus e a seleção que ficam respaldados. Se Portugal perder jogos, obviamente vai-se falar muito mais de Cristiano Ronaldo e colocar muito mais em causa as declarações de Jorge Jesus."
São contas que ficam para as 19h45 desta quinta-feira, hora do início do Dinamarca-Portugal, com arbitragem do ucraniano Mykola Balakin.


