Maioria dos enfermeiros considera sofrer de ansiedade e insónia
Mais de 60% analisam como negativa a perceção que têm da sua saúde mental.
Quase dois terços dos enfermeiros têm uma perceção negativa da sua saúde mental e mais de sete em cada dez consideram que sofrem de ansiedade e insónia, de acordo com um estudo do Instituto de Ciências da Saúde da Universidade Católica.
O estudo, que avalia as perceções dos enfermeiros quanto à saúde mental, foi realizado em 2017 e contou com uma amostra de 1264 profissionais, segundo um resumo do estudo que será apresentado esta sexta-feira em Lisboa.
São mais de 60% os enfermeiros que assinalaram como negativa a perceção que têm da sua saúde mental, sendo que nove em cada 10 indicam mesmo que consideram sofrer de disfunção social.
Quase oito em cada dez enfermeiros consideram que sofrem de ansiedade e insónia e há mesmo 22% que referem ter a perceção de ter sintomatologia de depressão grave.
Mais de um terço dos enfermeiros que participaram no estudo considera sofrer de, pelo menos, uma doença física ou mental. As perturbações ligadas ao humor e as de ansiedade representam cerca de um quinto das doenças assinaladas.
Este estudo foi realizado por um grupo de investigadores constituído por enfermeiros especialistas em enfermagem de saúde mental, realizado na Escola de Enfermagem do Instituto de Ciências da Saúde da Universidade Católica.
