Mais de 400 atropelamentos com fuga no ano passado
Governo vai "ponderar novas medidas" para reduzir a sinistralidade.
O ano passado, entre janeiro e novembro, 400 condutores atropelaram peões e fugiram. Cinco pessoas morreram neste contexto. Os números, avançados hoje na edição do Jornal de Notícias (JN), são do gabinete do ministro da Administração Interna, que convocou para amanhã uma reunião da Comissão Interministerial de Segurança Rodoviária.
Com vista a analisar o agravamento da sinistralidade no último ano, o encontro servirá para "ponderar novas medidas" que permitam melhorar os registos em matéria de acidentes de mota, condução sob efeito de álcool e atropelamentos.
As autarquias vão ser obrigadas chamadas a contribuir para reduzir o número de atropelamentos. Está em curso o Plano Estratégico Nacional de Segurança Rodoviária 2020 do Governo, que, por exemplo, obriga as câmaras municipais a fixar "metas" para a redução de peões mortos ou feridos com gravidade na sequência de atropelamentos. Também responsabiliza os peões a atravessar a estrada nas passadeiras e as autoridades policiais, que estarão mais atentas aos pontos negros e ao uso de telemóvel, velocidade excessiva e condução sob efeito de álcool nesses locais.
Por todo o país, em 2017, 76 peões morreram atropelados, segundo dados da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária.
