Médicos em greve no norte
Profissionais cumprem hoje um dia de greve no norte do país. O protesto vai repetir-se nas próximas semanas nas restantes regiões.
Os médicos iniciaram hoje no norte a primeira de três greves regionais, que pode culminar em novembro com uma paralisação nacional.
Os profissionais reclamam a redução de 18 para 12 horas semanais no serviço de urgência, bem como a diminuição dos utentes por médico de família de 1 900 para 1 500 utentes.
A greve foi convocada pelos dois sindicatos médicos - Sindicato Independente dos Médicos e Federação Nacional dos Médicos - que consideram um falhanço as negociações com o Ministério da Saúde.
Mário Jorge Neves, dirigente da FNAM, explica que em causa estão questões laborais que foram alteradas na chegada da troika.
A Federação Nacional dos Médicos considera que o Governo está a ser intransigente em manter medidas excepcionais.
Mário Jorge Neves diz mesmo que o executivo socialista é "mais troikista que a troika".
A greve dos médicos deve afetar sobretudo consultas e cirurgias, mas os serviços mínimos estão garantidos e abrangem urgências, tratamentos oncológicos ou cuidados intensivos.
Depois da paralisação hoje na região norte, há uma greve na região centro a 18 de Outubro e outra no sul e regiões autónomas a 25 de outubro.
Caso não tenham resposta positiva por parte do Governo a estas reivindicações, avançam para uma greve nacional a 8 de novembro.
