Número de mortos em sismos na Venezuela sobe para 164

    País foi atingido por pelo menos dois abalos de magnitude 7.2 e 7.5 na escala de Richter e dezenas de réplicas.

    O número de vítimas mortais depois dos dois sismos que atingiram a Venezuela na noite de quarta para quinta-feira subiu para 164, anunciou a presidente interina Delcy Rodríguez. A governante comunicou também que o número de feridos aumentou para 971.

    São duas revisões em alta depois dos números iniciais de 32 mortos e 700 feridos. 

    As autoridades estão a mover as operações para a zona de La Guaira, a norte de Caracas, a mais atingida pelos abalos, adianta ainda Rodríguez.

    "Lá colapsaram dezenas de edifícios e estamos a fazer operações de resgate intensivas para salvar vidas", diz.

    Portugal sem conhecimento de vítimas e pronto para ajudar

    O Governo português não tem conhecimento de portugueses entre as vítimas, adiantou a esta redação o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Emídio Sousa.

    "Neste momento, não temos informação de vítimas portuguesas. Os nossos serviços estão no terreno e estamos a fazer vários contactos", indicou o governante pouco antes das 9h00.

    Portugal está disponível para enviar ajuda e, nas próximas horas, deve ser divulgada "informação sobre os meios a disponibilizar".

    O primeiro-ministro também já confirmou essa intenção: “O Governo está a acompanhar a situação de perto e está pronto para enviar ajuda de emergência e humanitária”, escreveu Luís Montenegro, na rede social X.

    “A impressionante força dos sismos que afetaram a Venezuela une-nos a todos em volta de um país a que muitos portugueses chamam casa. À Venezuela e aos venezuelanos, aos portugueses e aos lusodescendentes deixo uma palavra de firme apoio e de total solidariedade”, refere ainda.

    O primeiro sismo, de magnitude 7,2, ocorreu a cerca de 200 quilómetros de Caracas, seguido por um segundo de magnitude 7,5 e por cerca de 20 réplicas, de acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS).

    Dezenas de edifícios ruíram ou ficaram gravemente danificados na região de La Guaira, a norte de Caracas, uma das mais afetadas.

    As autoridades venezuelanas decretaram o estado de emergência em todo o país e vários países ofereceram ajuda humanitária, operacional e material.