Pesados sem origem ou destino ao Porto e Gaia proibidos na VCI a partir de hoje
E estes veículos têm de estar previamente habilitados através da plataforma digital disponibilizada pelos respetivos municípios.
A proibição de veículos pesados sem destino às cidades do Porto ou de Vila Nova de Gaia na Via de Cintura Interna (VCI) entre as 07h00 e as 21h00 dos dias úteis entra hoje em vigor.
Esta medida, que pretende aliviar o trânsito nesta artéria, aplica-se a veículos de mercadorias com peso bruto superior a 3.500 quilos, três ou mais eixos e altura igual ou superior a 1,1 metros, medida na vertical do primeiro eixo.
De acordo com informação disponibilizada pela Câmara do Porto, existem exceções a esta proibição: os veículos abrangidos que tenham como origem ou destino os municípios do Porto ou de Vila Nova de Gaia, para operações de carga ou descarga nesses municípios, poderão circular na VCI, “desde que estejam previamente habilitados através da plataforma digital disponibilizada pelos respetivos municípios”.
Em caso de dificuldades com a plataforma (vci.porto.pt) , o município do Porto pede que sejam contactados a Linha Porto (220 100 220) ou o endereço destinado ao reporte de anomalias e problemas na plataforma suporte.acessovci@portodigital.pt.
Foi instalada, nas vias de entrada da VCI, sinalização vertical a indicar esta proibição e a fiscalização será feita pela PSP e GNR “em articulação com os municípios e demais entidades responsáveis”.
Como alternativa à proibição de pesados na VCI, a CREP (Circular Regional Exterior do Porto)/A41 está isenta de portagens desde o início do ano.
Em declarações à Lusa, o presidente da Câmara do Porto, Pedro Duarte, reconheceu que “não vai resolver o problema de trânsito na VCI”, mas que pode “ser um ponto de viragem” e ajudar enquanto não são implementadas novas medidas.
O autarca, que é também presidente da Área Metropolitana do Porto, revelou ainda ter enviado, no final da semana passada, um ofício ao ministro da Administração Interna a pedir fiscalização e presença de polícias no terreno.
No documento enviado, a que a Lusa teve acesso, Pedro Duarte pediu “que seja assegurada, pelas autoridades policiais competentes, uma fiscalização adequada e efetiva do cumprimento deste novo regime, com especial incidência nos primeiros dias e semanas da sua aplicação, através de uma presença visível no terreno e da devida atuação perante as situações de incumprimento detetadas” e relembrou que os polícias dispõem de uma “plataforma digital que lhes permitirá distinguir os veículos abrangidos pelas exceções previstas no regime daqueles que circulam em incumprimento da proibição”.
