PJ desmantelou laboratório de cocaína em Santiago do Cacém

    Seis pessoas foram detidos pela PJ numa operação que desmantelou um laboratório de extração de cocaína. Droga chegava a Portugal dissimulada em especiarias.

    A Polícia Judiciária (PJ) deteve seis suspeitos de tráfico de droga e desmantelou uma operação para criar um laboratório de extração de cocaína numa vivenda no concelho de Santiago do Cacém, distrito de Setúbal, foi anunciado esta quarta-feira.

    Em comunicado, a PJ revelou que na terça-feira, através da Unidade Nacional de Combate ao Tráfico de Estupefacientes, desenvolveu uma operação policial denominada “SPICE”, que envolveu a detenção das seis pessoas, cinco homens e uma mulher, entre os 30 e os 58 anos, todas estrangeiras.

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    POLICIA JUDICIÁRIA

    No âmbito da operação, indicou, foi identificada uma vivenda no concelho de Santiago do Cacém “onde estava a ser montado um laboratório para extração de cocaína”.

    Droga chegava a Portugal escondida em canela e especiarias

    A droga “chegava a território nacional misturada em canela e outras especiarias procedentes de um país da América do Sul, explicou a Judiciária.

    Os seis detidos, continuou, “eram responsáveis pelo transporte e extração de cocaína das especiarias onde vinha dissimulada”.

    A PJ encontrou e apreendeu, no interior da vivenda, “uma grande quantidade de especiarias em pó contendo cocaína, bem como todos os equipamentos e produtos necessários à extração da droga, incluindo produtos químicos”, lê-se na nota.

    Buscas domiciliárias

    A operação envolveu ainda a realização de “diversas buscas domiciliárias às residências dos suspeitos”, que culminaram com a apreensão de três viaturas, dinheiro e diverso material de comunicações, disse a PJ.

    Quanto à cocaína encontrada, que se encontrava misturada nas especiarias apreendidas, “ainda não foi totalmente determinada, mas estima-se que possa rondar os 100 quilos”, adiantou a PJ.

    Detidos

    Os detidos ainda vão ser presentes a primeiro interrogatório judicial para aplicação das medidas de coação.

    Segundo a PJ, a investigação vai agora prosseguir, sendo o respetivo inquérito titulado pelo Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Sintra.