Portugal vive jornada de greve geral. Há vários setores afetados

    Greve geral já se sente em vários setores, Metro fechado, voos cancelados, comboios e barcos suprimidos.

    A greve convocada para esta quarta-feira, dia 3 de junho, contra a reforma laboral está a provocar constrangimentos em vários setores, avançou esta madrugada o secretário-geral da CGTP-Intersindical.
    Em declarações à CMTV, Tiago Oliveira confirma que "hospitais e Unidades Locais de Saúde apenas estão a funcionar com serviços mínimos". No que diz respeito à recolha de resíduos urbanos diz que "a maioria dos distritos está com adesão a cem por cento". Também os portos de Setúbal e de Sines "estão encerrados". No setor dos transportes há "uma grande adesão: Metro de Lisboa, Transtejo, Soflusa, CP, setor rodoviário de passageiros, o setor aéreo, com uma forte adesão e na indústria, a indústria que durante a noite tem os horários rotativos, os trabalhos por turnos, podemos dizer que no setor da indústria temos grandes adesões com cem por cento de adesão e outras empresas com a produção parada".

    José Manuel Oliveira, da Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (Fectrans), fala em forte adesão, superior à greve de dezembro, por exemplo nos CTT na ordem dos 70 por cento. O dirigente sindical adianta que o setor dos transportes também está a ser bastante afetado e faz "um balanço altamente positivo, que demonstra uma forte mobilização dos trabalhadores na luta contra o pacote laboral que o Governo quer impor. Nesse aspeto, achamos que está uma greve geral conseguida e que durante o dia vai ser este cenário que vamos ver".

    Na saúde, Joana Bordalo e Sá, dirigente da Federação Nacional dos Médicos (FNAM), fala de uma adesão significativa e diz que no hospital de São João, no Porto, onde se encontra esta manhã, "parece domingo" e prevê o cancelamento ou adiamento da atividade programada.

    Ao início da manhã, o metro de Lisboa tem as portas fechadas e no porto apenas duas linhas em funcionamento. Também na CP centenas de comboios foram suprimidos nas últimas horas e nos aeroportos portugueses sente-se o impacto da greve, mais de cem voos foram cancelados esta quarta-feira.
    Se precisa de atravessar o Tejo, o dia será também complicado já que a Soflusa não tem serviços mínimos. Esta manhã a empresa publicou uma nota nas redes sociais a informar que apesar dos fortes contrangimentos provocados pela greve geral, "o serviço de transporte na ligação fluvial de Cacilhas teve início às 5h48 e nas rotas do Montijo e do Seixal começará a efetuar-se a partir das 7h e das 8h, respetivamente".

    Esta é a segunda paralisação nacional em seis meses.

    Notícia em atualização.