PR contra o uso das Forças Armadas para "jogos de poder"

    Marcelo Rebelo de Sousa discursou hoje na cerimónia militar que assinala os cem anos do fim da I Guerra Mundial.

    100 anos depois do fim da I Guerra Mundial, o Presidente da República alerta que é preciso aprender a lição.

    Marcelo Rebelo de Sousa diz que não podemos tolerar " que se repita a sangrenta divisão da Europa" nem o uso das Forças Armadas para "jogos de poder".

    "Não toleraremos que se repita o uso das Forças Armadas ao serviço de interesses pessoais ou de grupo, de jogos de poder, enquanto soldados se batiam como hoje se batem todos os dias no centro de África, no norte, leste e sul da Europa, no Golfo da Guiné, pela pátria e pela humanidade", sublinhou

    O chefe do Estado enalteceu ainda o papel das Forças Armadas: "sem vós, militares de Portugal, sem o vosso prestígio, sem o respeito e admiração pela vossa missão insubstituível não há liberdade, nem segurança, nem democracia, nem paz que possam vingar. E quem dentro ou fora de vós isto não entender, não entendeu nada do passado, do presente e futuro de Portugal".

    O Presidente da República e comandante supremo das Forças Armadas discursou este domingo na cerimónia militar que assinala os cem anos do armistício da I Guerra Mundial, na Avenida da Liberdade, em Lisboa.

    Depois de depositar uma coroa de flores no monumento aos combatentes da Grande Guerra, durante a qual combateram 111 mil militares portugueses e morreram "mais de oito mil", Marcelo Rebelo de Sousa invocou os que "combateram pela compreensão contra o ódio", por uma "Europa aberta contra uma Europa fechada".