PSD quer mais residências universitárias em vez da redução das propinas

    Rui Rio diz que o problema da habitação para os estudantes do ensino superior tem de ser resolvido.

    O PSD vai propor a manutenção do valor máximo das propinas no ensino superior público “nos mil euros” e, em alternativa à redução anunciada, apostar na construção de residências para os estudantes, anunciou hoje o presidente do partido.

    “Manter as propinas ao preço que estão e, se realmente há essa folga que corresponde à descida de mil para 800 euros, então essa verba é canalizada para a construção ou apoio à construção de residências universitárias”, disse Rui Rio, à margem de uma iniciativa do partido designada “Universidade da Europa”.

    A proposta, disse, "está fechada" e será apresentada em sede de discussão na especialidade do Orçamento do Estado para 2019, que foi terça-feira aprovado na generalidade, com os votos contra do PSD, CDS-PP e favoráveis do PS, PCP, BE, PEV e PAN.

    De acordo com a proposta orçamental, o teto máximo das propinas deverá ficar nos 856 euros no próximo ano, menos 212 euros do que o valor aplicado atualmente, 1.068 euros.

    A falta de soluções de habitação é o problema que “verdadeiramente está a estrangular a vida de muitos estudantes que, não podendo estudar na sua cidade, onde têm a sua família”, têm de alugar fora um apartamento ou um quarto numa altura em que os preços praticados são elevados, por exemplo, em Lisboa ou no Porto, salientou.

    Para Rui Rio, a baixa das propinas de forma transversal “é de duvidosa justiça social”, admitindo que, se a redução fosse “em sede de ação social escolar já era um pouco diferente”.