Quase toda a água da torneira é controlada e de boa qualidade, diz Zero

    A Associação ambientalista reforça a ideia de que a água da torneira e as águas balneares são de qualidade. O problema são as águas residuais e subterrâneas.

    Quase toda a água que chega às torneiras das casas dos portugueses é controlada e de boa qualidade, divulgou hoje a associação ambientalista ZERO, na data em que se assinala o Dia Nacional da Água.

    A ZERO aproveitou esta comemoração para divulgar um ponto de situação relativamente à qualidade da água desde a torneira, aos aquíferos, passando pelos rios e praias. Para tal, foi escolhido um sistema de cores, como um semáforo, no qual a água é classificada como verde, amarela ou vermelha.

    De acordo com a associação, que cita dados da Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos (ERSAR) referentes ao ano passado, "99 % da água que chega às torneiras dos portugueses é controlada e de boa qualidade", é água segura e, por isso, está "no verde".

    No entanto, aponta a ZERO, "subsistem problemas ao nível da eficiência, já que a percentagem de água não faturada - utilização ilegal, as perdas reais por roturas ou por mau uso, bem como as ofertas deste recurso natural a entidades ou a cidadãos sem qualquer registo ou transparência - continua a situar-se teimosamente nos 30% do total captado, estimando-se as perdas reais nos 180 milhões de metros cúbicos anuais".

    Relativamente às zonas balneares, a associação refere que, "a meio da época balnear deste ano, cerca de 6% das praias já tinham tido banho desaconselhado ou proibido", entre um total de 608 zonas balneares (480 costeiras ou de transição e 128 interiores).

    Na informação divulgada hoje, é também apontado que houve uma melhoria em termos de qualidade da água, "com mais 36 praias de qualidade excelente, atingindo-se 529 zonas balneares excelentes, 46 boas, oito aceitáveis e cinco más, sendo as restantes novas ou ainda não classificadas".

    Já com "sinal amarelo intermitente" estão as águas dos rios e albufeiras, com destaque para a qualidade da água do rio Tejo, onde "houve uma inequívoca degradação da qualidade".

    Nesta área, a ZERO critica também o facto de existirem "dados pouco atualizados", apontando que "não são atualizados desde 2013 devido às deficiências que persistem ao nível da monitorização da qualidade das águas superficiais".