Raul Midón volta a Portugal em maio
A digressão, desenhada pela promotora nacional Primeira Linha, arranca no dia 18 de maio na sala M.OU.CO, no Porto.
O músico Raul Midón regressa a Portugal no próximo ano para dar quatro concertos. A digressão, desenhada pela promotora nacional Primeira Linha, arranca no dia 18 de maio na sala M.OU.CO, no Porto. Um dia depois, a 19 de maio, o multi-instrumentista segue para São João da Madeira, para atuar na Casa da Criatividade. No dia 21 de maio, Midón atua no Palácio Baldaya, em Lisboa. O local onde vai ser o concerto de 20 de maio ainda está por anunciar. Os bilhetes estão disponíveis nos pontos de venda oficiais.
Raul Midón, um virtuoso da guitarra, soma dez álbuns de estúdio e duas nomeações consecutivas para os Grammys na categoria Melhor Álbum de Jazz com Voz. O músico conta com uma série de colaborações com grandes nomes, como Herbie Hancock, Stevie Wonder ou Bill Withers e já contribuiu em discos de artistas como Jason Mraz, Queen Latifah ou Snoop Dogg, entre outros.
Natural do Novo México, o músico é filho de pai argentino (dançarino) e de mãe afro-americana. Midón ficou cego quando ainda era bebé depois de ter passado um longo período numa incubadora. No entanto, a cegueira não o impediu de começar a tocar bateria aos quatro anos, instrumento que viria a trocar pela guitarra.
Habituado desde muito cedo a ouvir música em casa (o pai era um amante fervoroso de vários estilos musicais e possuidor de uma vastíssima coleção de discos) o músico foi aperfeiçoando o estilo de guitarrista que hoje o caracteriza, primeiro numa escola para cegos, depois no curso secundário em Santa Fé e por fim na Universidade de Miami onde se formou em 1990.
Músico requisitado por nomes como Alejandro Sanz, José Feliciano, Julio Iglesias ou Shakira, foi depois duma digressão com a cantora que decidiu fixar-se em Nova Iorque, iniciando então uma carreira a solo onde se tornaram imagens de marca um estilo muito próprio de guitarra (com muitas influências) e um registo vocal muito peculiar onde se destacam o "scat" (improvisação) e o "mouth trumpet" (onde a voz assume a sonoridade da trompete).
