Reorganização das urgências do SNS durará um ano

    A ministra da Saúde diz que os primeiros resultados serão conhecidos no final do mês de novembro.

    A ministra da Saúde disse hoje que a reorganização das urgências do SNS a nível nacional durará um ano, mas os primeiros resultados serão conhecidos no final do mês de novembro.

    “É necessário fazer uma otimização da rede. Os primeiros resultados desta reorganização acontecerão no final do mês de novembro. Estará em audição pública esta primeira parte do trabalho deste grupo de especialistas, por uma questão de transparência, e depois avançaremos para essa regionalização das urgências”, disse aos jornalistas Ana Paula Martins, no final da cerimónia de inauguração do Hospital Lusíadas Beloura, no concelho de Sintra.

    Para a ministra, é necessário concentrar os recursos para reduzir os tempos de espera, dando como exemplo a reorganização nos serviços de obstetrícia este ano em algumas Unidades Locais de Saúde do Serviço Nacional de Saúde.

    No início deste ano entraram em funcionamento as duas primeiras urgências regionais do país – em Loures e na Península de Setúbal –, uma das formas encontradas para minimizar os constrangimentos no funcionamento dos serviços de obstetrícia e ginecologia, devido à falta de médicos suficientes para preencher as escalas.

    Num despacho publicado em junho, a ministra Ana Paula Martins determinou a revisão da atual rede de mais de 160 serviços urgência, prevendo a criação de urgências centralizadas sempre que isso se justifique, através da concentração e coordenação da resposta local e regional de determinadas especialidades médicas e cirúrgicas.