Rui Reininho vai ser todo "assadinho" no Casino Espinho

    Canibalismo verbal vai contar com Manuel João Vieira, Jel e Rui Zink entre outros.

    Às 22h30 deste sábado, 8 de março, no Casino Espinho, vai acontecer o “roast” a Rui Reininho, um longo assado verbal, em que o "chef" vai ser Rui Xará e os "cozinheiros" Francisco Menezes, Óscar Branco, Rui Zink, Joana Gama, Manuel João Vieira e Jel, com as participações à distância de João Ricardo Pateiro e de Fernando Alvim.

    Este “La Grande Bouffe” é um bullying humorístico em que Rui Reininho terá depois a última palavra. Tudo isto promete ser uma grande farra canibalesca e uma grande chacota.

    Rui Xará falou connosco e recorda que “os roasts são uma das minhas paixões e eu comecei a fazê-los já no final de 2016. O roast é acima de tudo uma homenagem, mas tive dificuldade em encontrar quem aceitasse e então sujeitei-me a mim próprio, para quebrar o gelo, para uma coisa excessiva, com 17 comediantes em palco. O Reininho era aquele nome que eu desde a minha infância e adolescência tinha em mente como referência. Portanto, quando comecei no mundo da comédia a fazer este tipo de eventos, para mim foi natural ele vir a ser um dos convidados. Quebramos o gelo de alguma forma quando nos aproximamos mais e passamos a ter uma relação de proximidade no roast ao Álvaro Costa, em que ele foi convidado. O [Rui Reininho] esteve no elenco dos orçadores do Álvaro Costa em 2018”. 

    Para quem não possa conhecer o conceito de um “roast”, Xará explica: “Há duas valências que são essenciais. Em primeiro lugar, é um espetáculo de comédia, em que o objetivo é rirmos-nos, é divertirmos-nos, através de um género de humor que não é muito comum em Portugal, que é a chamada comédia de insulto. E porquê é que isto faz sentido? Porque a segunda valência é todas as pessoas entenderem que é uma homenagem. Esta forma de estarmos em palco e de insultarmos, com um humor ácido e corrosivo de uns em relação aos outros, é amor, não há outra forma de o dizer. É uma forma de dizermos àquela pessoa, ‘eu gosto de ti, sou teu fã, venero o teu trabalho, és uma pessoa que tem fair play porque senão não estavas aqui e portanto mereces esta homenagem’. Não é para todos. Consegui imaginar algumas figuras públicas de quem gosto, que não aceitariam um roast, nem era a cara delas. Mas quando aceitam, é dos espectáculos mais divertidos que há. Portanto, para quem está no público a assistir e nunca viu, normalmente é uma agradável surpresa porque é um exercício de liberdade”.

    Rui Xará

    Rui Xará dá como exemplo uma figura que nunca poderia alvo de um roast o antigo estadista Cavaco Silva. No pólo oposto, Mário Soares ou Santana Lopes teriam dado ou dariam ótimos alvos de roasts. “As pessoas que se levam demasiado a sério não são bons alvos de roast”. 

    O que é que Rui Xará terá que fazer? “Eu vou ser o chamado Roast Master, portanto, o host, o MC. É o oitavo roast que eu organizo, o nono em que participo. Eu participei como convidado no Roast do Bruno de Carvalho e os outros oito fui eu que organizei, sendo que no meu fui o homenageado e nos outros fui o roast master. Mas, além disso, começou eu a produzir, tenho todo o trabalho que está para trás, nomeadamente de escrita. É uma confidência, mas ajudei na feitura de alguns textos da malta que não vêm da área da comédia, porque tenho uma noção de dinâmica de tempos e de piadas diferentes daqueles que têm os músicos ou os escritores”.
     
    Os “cozinheiros” Francisco Menezes, Óscar Branco, Rui Zink, Joana Gama, Manuel João Vieira e Jel  vão dispor de dez a 12 minutos para o seu bullying. “A ideia é o espetáculo não passar de 1h50 a 2h. Já cortei um bocadinho ao elenco, eu fazia roasts com 7, 8 convidados, desta vez são só 6. A dinâmica é muito simples, há uma espécie de monólogo de abertura, como acontece em programas de comédia. Vai haver dois momentos um bocadinho diferentes, porque eu vou ter participações não presenciais do João Ricardo Pateiro e, espero, também do Fernando Alvim. E depois a dinâmica é de eu lançando cada um dos convidados, por uma ordem que está pré-definida mas que eu não vou dizer agora. Cada um faz os seus 10, 12 minutos. Pelo meio eu vou sempre ao púlpito falar, faço algumas piadas a cada um deles e eles assam o Reininho. O que é de bom tom normalmente é fazer-se uma, duas piadas sobre cada um dos presentes e um número maior de piadas ou de histórias verdadeiras, porque haverá espaço para isso”.

    Jel, entrevistado por nós, aceitou logo o convite do roast a Rui Reininho. “É daquele tipo de pessoas que é apetecível para quem gosta de participar em roasts, Não há muita gente assim, com uma vida tão rica que permita brincar com eles. E o Rui Reininho é um desses que tem uma vida tão cheia e tão rica em aventuras e situações e acontecimentos".

    Jel

    O espetáculo deste sábado, dia 8, começa às 22h30. Mais informações aqui.