Sérgio Godinho prepara livro de memórias e próximo álbum
Regresso do músico a estúdio só acontecerá a partir do próximo ano.
O músico e escritor Sérgio Godinho adiantou à nossa rádio que está a trabalhar num álbum de novas canções, o primeiro de estúdio desde “Nação Valente”, do ano de 2018. Sérgio Godinho afirma que já tem “algumas coisas escritas, mas está numa fase um bocado embrionária, sobretudo [porque] não tenho pressa”. O músico tem estado mais dedicado à atividade literária e aos concertos e admite que tem “composto pouco”, mas prevê que haja disco novo no próximo ano.
Sérgio Godinho revelou também nesta entrevista estar a preparar um livro de memórias, o que, a consumar-se, será a estreia do escritor português no formato de não-ficção, uma das raras áreas de literatura que o cantor ainda não experimentou. Além de letrista e compositor de canções, Sérgio Godinho escreveu livros infanto-juvenis, de poesia, de ficção e de contos, incluindo o recente “Como Se Não Houvesse Amanhã – Histórias Suicidas” [editado pela Quetzal], que motivou a entrevista que publicaremos por inteiro nos próximos dias. O músico admite que a escrita de memórias tem mais obstáculos que a escrita de ficção, que considera “mais solta. Tu podes inventar aquilo que te apetecer desde que haja um grau de verosimilhança”.
A escrita de Sérgio Godinho tem-se desdobrado ainda para as peças de teatro, séries televisivas e para guiões de filmes. Nesta entrevista, Sérgio Godinho reconhece a sua tentativa frustrada de escrever musicais.
Sérgio Godinho vai voltar aos concertos na Feira do Livro do Porto, que decorre entre 22 de agosto e 7 de setembro, nos Jardins do Palácio de Cristal. A edição deste ano da Feira do Livro do Porto vai haver uma grande homenagem ao músico e escritor, que vai apresentar “Como Se Não Houvesse Amanhã – Histórias Suicidas” no evento a 30 de agosto, na véspera do seu 80º aniversário. A 7 de setembro, no dia de encerramento da Feira do Livro do Porto, dá um concerto, acompanhado pelos Assessores.
Foi exatamente na cidade do Porto que Sérgio Godinho nasceu e cresceu, até aos seus exílios em França e no Canadá, durante a ditadura do Estado Novo.
