Tribunal de Évora condena cantor Miguel Bravo a pena suspensa por crimes sexuais
O Tribunal de Évora condenou hoje a quatro anos e meio de prisão com pena suspensa o cantor popular Miguel Bravo, por crimes de abuso sexual de crianças e pornografia de menores agravado.
O Tribunal de Évora condenou hoje a quatro anos e meio de prisão com pena suspensa o cantor popular Miguel Bravo, por crimes de abuso sexual de crianças e pornografia de menores agravado.
Na leitura do acórdão, a presidente do coletivo de juízes que julgou o caso disse que o tribunal deu como provados todos os crimes constantes na acusação, lembrando que o arguido confessou integralmente os factos durante o julgamento.
Miguel Bravo foi assim condenado por quatro crimes de pornografia de menores agravados e três de abuso sexual de crianças, de que foram vítimas duas raparigas, na altura dos factos com 13 e 15 anos.
Assinalando que “o tribunal não ignora a gravidade subjacente aos factos”, a presidente do coletivo destacou o “respaldo familiar” do arguido, o não ter voltado a contactar as vítimas nem outras menores e ter manifestado arrependimento.
As vítimas “são menores de idade e o único adulto era o senhor”, referiu, dirigindo-se a Miguel Bravo. E prosseguiu: “Se voltar a este tribunal com este tipo de conduta e outra similar, vai cumprir a pena num estabelecimento prisional”.
“É bom que tenha noção que estas duas menores são crianças, que devia proteger e não praticar contra elas crimes. Não tem noção das consequências que este tipo de conduta tem nas crianças”, acrescentou.
Miguel Bravo, que, à data dos factos, tinha 21 anos, foi ainda condenado a pagar 500 euros a uma das vítimas e à pena acessória de proibição de confiança de menores durante cinco anos.
Conhecido por participar num programa televisivo de talentos, o cantor foi detido pela Polícia Judiciária (PJ) no dia 20 de julho de 2024, na localidade de Porto Alto, no concelho de Benavente, distrito de Santarém.
De acordo com o comunicado da PJ, então divulgado, Miguel Bravo era suspeito de crimes de pornografia de menores e abuso sexual de crianças praticados em Évora.
Os advogados das duas partes escusaram-se a prestar declarações aos jornalistas.
