Trompetista franco-libanês Ibrahim Maalouf atua em Lisboa em junho do próximo ano

    O trompetista atua em Lisboa no âmbito da digressão que celebra os 20 de carreira do também produtor, arranjador e compositor, "20 Years of Live!", anunciou a promotora.

    O trompetista franco-libanês Ibrahim Maalouf atua em Lisboa em junho do próximo ano, no âmbito da digressão que celebra os 20 de carreira do também produtor, arranjador e compositor, "20 Years of Live!", anunciou a promotora.

    O músico vai passar em revista a sua carreira no palco do Campo Pequeno, em Lisboa, no dia 04 de junho próximo, um regresso depois da estreia em palcos portugueses, em abril último, tendo esgotado o Coliseu dos Recreios, também na capital, segundo a promotora Uguru.

    O músico foi já nomeado duas vezes para os prémios Grammy, tendo sido o primeiro músico libanês a alcançar uma nomeação, em 2022, pelo seu álbum “Queen of Sheba”, em colaboração com Angélique Kidjo.

    Sobre o espetáculo do próximo ano, a promotora portuguesa adianta que vai “revisitar os momentos mais marcantes do seu percurso, cruzando jazz, música do mundo, pop e improvisação numa enorme intensidade”.

    No seu percurso musical, Ibrahim Maalouf, 35 anos, tem cruzado jazz, músicas do mundo, influências orientais, pop e improvisação, contando já 20 álbuns editados. Obteve quatro Prémios Victoires de la Musique, da indústria fonográfica francesa, e vendeu “mais de um milhão de discos”, segundo a promotora.

    A educação musical de Ibrahim Maalouf começou em casa. Filho da pianista Nada Maalouf e do trompetista Nassim Maalouf, Ibrahim Maalouf é neto do jornalista, poeta e musicólogo Rushdi Maalouf (1914-1980) e sobrinho do escritor Amin Maalouf.

    Ainda menino, deixou o Líbano, durante a guerra civil (1975-1990) e passou a residir em Paris. Aos sete anos começou a aprender trompete com o pai, Nassim Maalouf, que tinha sido aluno do trompetista francês Maurice André, no Conservatório de Paris.

    Ibrahim acompanhou o pai em digressões pela Europa e Médio Oriente, interpretando sobretudo repertório barroco. Estudou no Conservatório de Paris e gravou com músicos como Matthieu Chedid, Vincent Delerm e Arthur H. Lecionou. Estreou-se discograficamente a solo com o álbum “Diasporas”, em 2007.

    Ibrahim Maalouf compõe desde 1999 e conta, desde 2005, com mais de 15 obras para diferentes formações, desde pequenas orquestras a orquestras sinfónicas e coros, por encomenda.

    Trabalhou com Sting, Salif Keita, Amadou & Mariam, Lhasa de Sela, Marcel Khalife, Vanessa Paradis, Juliette Gréco e Archie Shepp.

    Em 2000, conheceu o violoncelista Vincent Segal, com quem efetuou uma série de apresentações. Em 2004, outro encontro, com Lhasa de Sela, abriu-lhe as portas da música eletrónica.

    A sua música inspira-se na cultura árabe, usando como instrumentos complementares o baixo, a guitarra elétrica, a bateria, percussão árabe e vibrafone.