Ventura vai liderar CPI a Luís Neves

    Presidente do Chega vai liderar a comissão parlamentar de inquérito aos mandatos do ministro da Administração Interna enquanto diretor nacional da PJ.

    Resumo IA

    • O líder do Chega, André Ventura, vai presidir à comissão de inquérito a Luís Neves, diretor da PJ.

    • A comissão terá sete membros, incluindo Ventura e outros seis elementos do partido.

    • Ventura quer que a comissão comece a trabalhar na próxima semana.

    Resumo feito por IA e revisto pela redação da SmoothFM

    O líder do Chega, André Ventura, anunciou hoje que vai presidir à comissão de inquérito, proposta pelo seu partido, a Luís Neves, enquanto diretor da Polícia Judiciária (PJ).

    "Após ter reunido com a liderança do partido e parlamentar, entendi que devia presidir a esta comissão de inquérito ao caso de Luís Neves", anunciou André Ventura.

    O líder do Chega falava aos jornalistas, em conferência de imprensa, em Coimbra, a propósito da constituição da comissão parlamentar de inquérito a Luís Neves, enquanto diretor da PJ (2018 e 2026), antes de assumir a pasta do Ministério da Administração Interna (MAI).

    "É importante também dar garantia aos eleitores e ao país, que esta comissão de inquérito vai, efetivamente, cumprir o seu papel de investigar até ao fim, sem medo, independentemente das consequências e de quem sejam os visados e todos os factos que apurámos em relação a Luís Neves", assumiu.

    Aos jornalistas disse ainda que o Chega já entregou na Assembleia da República os nomes que integrarão a comissão e que serão sete, cinco efetivos e dois suplentes.

    Assim, será André Ventura, Cristina Rodrigues, Sandra Pereira, Ricardo Reis, Pedro Pinto, Bruno Nunes e Rui Paulo Sousa.

    O líder do partido disse quer ver "rapidamente constituída" a comissão para que "na próxima semana se comece já a trabalhar ou, pelo menos, se deem já os primeiros passos" para ser constituída.

    "Sei e tenho perfeita consciência de que a liderança do partido num momento difícil, num momento orçamental, é já de uma particular exigência do ponto de vista de coordenação, de todos os esforços e de todos os trabalhos", reconheceu.

    Ainda assim, justificou que "pela importância que tem, deve ser levada a cabo com toda a firmeza, sem receio de nenhum dos poderes instalados ou de nenhum dos interesses instalados".