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20 novembro 2023
15:23
Agência Lusa

Processo 'Cashball' arquivado pela secção não profissional do Conselho de Disciplina da FPF

Processo 'Cashball' arquivado pela secção não profissional do Conselho de Disciplina da FPF
shota hamanaga por Pixabay
OTribunal de Leiria já tinha absolvido os três arguidos do processo judicial.
O processo de corrupção desportiva 'Cashball' foi arquivado pela secção não profissional do Conselho de Disciplina (CD) da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), depois de o Tribunal de Leiria já ter absolvido os três arguidos do processo judicial.

De acordo com o acórdão do CD da FPF, datado de 10 de novembro e que a Lusa teve hoje acesso, tal como no processo judicial, que chegou ao fim em 29 de setembro último, não ficou provada a "existência de indícios suficientes da prática de infração disciplinar".

O processo-crime visou apenas "práticas referentes a jogos de competições de andebol", excluindo o caso em análise pelo CD da FPF, sobre o alegado aliciamento ao jogador Leandro Freire, do Desportivo de Chaves, "com vista ao favorecimento da equipa da Sporting Clube de Portugal -- Futebol, SAD, em jogo a contar para os quartos de final da Taça de Portugal, disputado no dia 17 de janeiro de 2017".

O Sporting acabou por ser eliminado da Taça, ao perder em Chaves, por 1-0, com um golo de Carlos Ponck, aos 87 minutos, num encontro em que o defesa central brasileiro jogou a tempo inteiro.

A secção não profissional do órgão disciplinar federativo decidiu "ordenar o arquivamento dos presentes autos", que visavam os agentes desportivos Paulo Silva e João Gonçalves e o ex-funcionário do Sporting Gonçalo Rodrigues, por alegado aliciamento ao futebolista Leandro Freire.

Ainda sem decisão permanece o processo desencadeado pela secção profissional do CD da FPF, igualmente sobre o alegado aliciamento a Leandro Freire, mas referente a jogo para a I Liga.

O processo na disciplina desportiva foi instaurado em 21 de junho de 2018, tendo, na sua instrução, a responsável reconhecido que haveria "algum interesse em inquirir o jogador Leandro Freire Araújo no âmbito do presente processo de averiguações, para apurar a realidade dos factos".

"Porém, face às circunstâncias de, atualmente, o jogador estar sem clube, sendo o seu paradeiro desconhecido, não temos forma de o fazer. Também não vislumbramos que outras diligências de inquérito se possam realizar para alcançar aquele fim, tendo presente as diligências que foram realizadas no processo-crime 5054/18.0T9PRT", lê-se no acórdão do CD da FPF.

O processo 'Cashball' iniciou-se com uma denúncia no Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) do Porto, em maio de 2018, quando o empresário desportivo Paulo Silva disse ter sido abordado pelo amigo e agente João Gonçalves para que intercedesse junto dos árbitros designados para os jogos do Sporting do Nacional de andebol, para que favorecessem o clube, à semelhança do que alegadamente foi solicitado ao central Leandro Freire.

Na altura, além de Paulo Silva e João Gonçalves, foram ainda detidos André Geraldes, diretor da equipa de futebol do Sporting, e Gonçalo Rodrigues, então funcionário do clube.

Os árbitros em causa eram são Ivan Caçador e Roberto Martins, ambos da Associação de Andebol de Leiria, sem que tivesse sido provado que aceitaram o alegado suborno.
 

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