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23 abril 2024
17:16
Agência Lusa

Ucrânia: Kiev anuncia medidas para fazer regressar homens do estrangeiro

Ucrânia: Kiev anuncia medidas para fazer regressar homens do estrangeiro
Fabrizio Bensch/AP
Kiev espera que a Rússia lance uma nova ofensiva nas próximas semanas ou meses e precisa de soldados.

O chefe da diplomacia ucraniana, Dmytro Kuleba, anunciou hoje medidas iminentes para trazer de volta à Ucrânia homens em idade de lutar residentes no estrangeiro.

A Ucrânia, que luta contra a invasão russa há dois anos, necessita urgentemente de soldados, especialmente porque Kiev espera que a Rússia lance uma nova ofensiva nas próximas semanas ou meses.

“O facto de permanecer no estrangeiro não isenta o cidadão dos seus deveres para com a sua pátria”, argumentou Kuleba, sem referir que medidas vão ser tomadas para fazer regressar do estrangeiro homens em idade de lutar para o território nacional.

Atualmente, a Ucrânia proíbe homens em idade de lutar de viajar para o exterior, com poucas exceções.

Contudo, segundo estimativas dos meios de comunicação social, dezenas de milhares de homens fugiram ilegalmente do país para evitar ir para a frente de combate.

Por outro lado, centenas de milhares de ucranianos já viviam no estrangeiro antes da invasão.

A declaração do ministro dos Negócios Estrangeiros ucraniano ocorre no momento em que um influente portal de notícias ucraniano, ZN.UA, publicou na noite de segunda-feira o que afirma ser uma carta oficial assinada por um adjunto de Kuleba, onde se recomenda que os consulados ucranianos suspendam a partir de hoje qualquer serviço consular para homens de 18 a 60 anos.

A agência estatal Dokument, que facilita a emissão de documentos oficiais ucranianos, anunciou hoje que passa a suspender quaisquer procedimentos no estrangeiro por “razões técnicas”.

A Ucrânia, cujo Exército enfrenta dificuldades para enfrentar as tropas russas, adotou recentemente uma lei de mobilização que visa endurecer as punições para aqueles que se recusam a cumprir o serviço militar a que estão obrigados, tendo feito descer a idade de mobilização de 27 para 25 anos.