Morreu Edgar Morin
O sociólogo e filósofo francês tinha 104 anos.
O sociólogo francês Edgar Morin morreu esta sexta-feira, aos 104 anos. A notícia foi dada pela viúva do também filósofo judeu laico de esquerda, defensor da causa palestina e da epistemologia como ciência global da humanidade.
“Até aos seus últimos dias, Edgar Morin manteve-se atento ao mundo, aos outros e aos grandes desafios humanos que alimentaram o seu pensamento”, referiu a mulher, Sabah Abouessalam Morin, num comunicado citado pela agência de notícias francesa AFP.
O seu trabalho procurou sempre a reflexão sobre o ser humano a partir de dados científicos, promovendo a epistemologia como a verdadeira ciência global da humanidade.
Apresentando-se como um “caçador de conhecimento”, recusou sempre a fragmentação do saber, em favor de uma visão cultural e científica multidisciplinar, a fim de enfrentar aquilo que classificava como a “complexidade do real”.
Era considerado por muitos dos seus pares como um “pensador planetário”, que procurou, através do conceito de “pensamento complexo”, conectar o que na “perceção habitual não está ligado”.
Nascido filho único a 8 de julho de 1921 em Paris, numa família judia originária de Salónica, na Grécia, Edgar Nahoum aderiu em 1941 ao Partido Comunista e integrou a Resistência sob o pseudónimo de Morin, apelido que passou a usar como autor.
